| Para Padre Lombardi, é preciso olhar para a Igreja Católica na China com um olhar mais amplo |
Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 02-08-2010, Gaudium Press) "Quem pensa na Igreja na China considerando problemas políticos ou relações diplomáticas correrá o risco de não entendê-la". A declaração é do Padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano e diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, no seu tradicional editorial para "Octava Dies", semanário informativo do Centro Televisivo Vaticano (CTV), publicado também no site da Rádio Vaticano.
A recente carta para os bispos e os sacerdotes da China do prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Cardeal Ivan Dias, é "belíssima e importante", e se fala sobre a importância da comunhão com o Sumo pontífice. "Aborda a comunhão com o Santo Padre na Igreja como garantia de liberdade na adesão à verdade e à autêntica tradição", observa o diretor da Sala de Imprensa.
Padre Lombardi ressalta a necessidade de um olhar mais amplo para as situações da Igreja Católica na China. É preciso "perspectiva pastoral" para não limitar os problemas somente ao nível diplomático. "As divisões são consequência do pecado. Aquele pecado que - como o Papa recordou várias vezes recentemente - é o mais grave perigo para a Igreja", afirma Padre Lombardi.
A santidade, a unidade e a comunhão são "os pontos primordiais" sobre os quais os bispos e os fiéis chineses devem "construir o futuro", acrescenta Padre Lombardi, ressaltando ainda a solidariedade neste caminho, "que deve ser também o nosso".
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