Concesio (Segunda, 09-11-2009, Gaudium Press) Nos nossos tempos há uma "verdadeira emergência educacional" para formar as jovens gerações, o que nunca foi um trabalho fácil, mas "agora parece que se tornou ainda mais complexo", disse Bento XVI durante a inauguração da nova sede do Instituto Paulo VI, que se encontra ao lado da casa em que Paulo VI nasceu, em Concesio. O pontífice entregou o VI Prêmio Internacional Paulo VI à coleção francesa dos jesuítas "Sources Chrétiennes".
"O educador Montini, estudante e sacerdote, bispo e Papa sempre sentiu a necessidade de uma presença cristã qualificada no mundo da cultura, da arte e do social, uma presença radicada na verdade de Cristo e, ao mesmo tempo, atenta ao homem e às suas exigências vitais", disse Bento XVI.
Papa Montini era uma pessoa "de grande fé e de ampla cultura, um guia de almas, um perspicaz investigador do "drama da existência humana". As suas contribuições no campo educacional, explicou Bento XVI, foram promover iniciativas sociais a serviço dos pobres, chamadas posteriormente de "caridade intelectual", acompanhadas de um empenho espiritual e intelectual por parte dos estudantes. "Paulo VI insistia na formação dos jovens para torná-los capazes de entrar em relação como a modernidade, uma relação difícil e, muitas vezes, crítica, mas sempre construtiva e dialógica", prosseguiu.
Ainda segundo o Papa, Paulo VI defendia que os estudantes fossem tratados individualmente, de acordo com suas próprias sensibilidades e exigências, e nunca como um "número dentro da massa". Paulo VI foi "mestre de vida e corajosa testemunha de esperança" e é um "encorajamento para o Instituto que está presente com sua contribuição no campo educacional", declarou Bento XVI.
O Santo Padre recebeu alguns dos volumes premiados pelo Instituto Paulo VI, "Sources Chrétiennes". "Sources Chrétiennes" é uma coleção histórica de textos patrísticos e dos primeiros séculos cristãos, datada do ano de 1943 e originária de Lyon (França), onde foi curada pelos padres jesuítas Jean Daniélou, Claude Mondésert e Henri de Lubac. Foram publicadas mais de 500 obras, na maior parte, de autores gregos e latinos e algum sírios.
O Intituto Paulo VI foi fundado em reconhecimento à pessoa de Papa Montini. Da "Opera per l'Educazione Cristiana di Brescia (Obra para a Educação Cristã de Brescia), nascida em 1977, foi formado o Instituto, como centro internacional de estudos e de documentação.
Agora, o objetivo da instituição é encontrar os instrumentos necessários para as pesquisas de estudiosos de todo o mundo. Possui dois comitês: o Promotor Internacional, do qual o então cardeal Joseph Ratzinger foi membro desde o início; e o Científico. O primeiro Prêmio Internacional Paulo VI entregue pelo instituto foi dado em 1984 a Hans Urs von Balhasar, teólogo suíço. Os seguintes foram em 1988, a Olovier Messiaen; em 1993, a Oscar Cullmann; em 1997, a Jan Vanier; e em 2003, a Paul Ricoeur.
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