Washington - Estados Unidos (Quinta-feira, 24-09-2015, Gaudium Press) Uma visita não programada do Papa Francisco às irmãzinhas dos Pobres em Washington tem "um importante significado neste momento", segundo indicou o próprio porta-voz da Santa Sé, Padre Federico Lombardi. Apesar de o ato não fazer parte do cronograma oficial nem o Pontífice oferecer uma alocução pública neste lugar, o gesto foi interpretado como um importante apoio à luta legal das religiões contra o chamado mandato antinatalista, que pela condição mesma e o nome das religiosas se converteu no processo mais emblemático da Igreja a favor da liberdade religiosa.
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O Padre Lombardi comentou que a visita foi "um sinal de apoio para elas" e que "neste sentido está conectado também ao que o Papa disse em apoio dos Bispos dos Estados Unidos em seu discurso ao presidente Obama". O tema da liberdade religiosa foi central para a Igreja dos Estados Unidos nos últimos anos, depois de que a administração tentou impôr a inclusão de abortivos, esterilização e anticoncepcionais nos planos obrigatórios de saúde que os empregadores devem contratar para seus empregados.
As Irmãzinhas dos Pobres são o ícone do estado atual da controvérsia: as instituições da Igreja tem que recorrer à via judicial para pedir a proteção de sua liberdade religiosa depois do governo oferecer uma estreita margem de exceções a "empregadores religiosos" que não cobrem a particulares nem às muitas instituições de serviço de inspiração católica como hospitais, escolas e obras sociais. As religiosas esperam que a Corte Suprema admita seu caso logo depois de ter esgotado todos os outros recursos legais e se encontram expostas a sofrer onerosas multas por sua fidelidade à doutrina da Igreja nesta matéria.
Os Bispos dos Estados Unidos denunciaram este problema como um assunto de fundo sobre Liberdade Religiosa pela pretensão do estado de definir que o constitui ou não uma instituição religiosa ou que decisões vulneram ou não a liberdade de consciência dos cidadãos, argumento reconhecido por vários juízes em uma salvação de voto recente. Os prelados recordaram que a liberdade religiosa vai além do culto privado dos crentes e se estende à capacidade de viver segundo as normas da própria Fé e de dar testemunho da Fé em todas as dimensões da vida. (GPE/EPC)
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