Passo Fundo (Quinta, 29-10-2009, Gaudium Press) A Pastoral da Criança, organismo de Ação Social da CNBB, é uma organização comunitária, de atuação nacional e internacional, cujo trabalho tem como base a solidariedade humana e a partilha do saber. No Brasil foi criada em 1983, na Paróquia São João Batista, no município de Florestópolis, no Paraná. No Rio Grande do Sul, este ano a Pastoral da Criança está celebrando 25 anos de existência.
As comemorações já estão acontecendo desde o mês de setembro. Mas merece destaque o encontro diocesano da pastoral que aconteceu no último dia 25 de outubro, na Paróquia São José de Sertão, na cidade de Passo Fundo. O evento teve como objetivo integrar lideranças, seus familiares e apoiadores para confraternizar e celebrar a vida e a missão da Pastoral da Criança no decorrer dos anos.
Segundo Simone Zanetti, coordenadora diocesana da Pastoral da Criança, quando morre uma criança, "um pedaço do mundo e da civilização morre com ela". "As homenagens e comemorações pela existência da pastoral são dedicadas aos profetas da vida, que conseguem denunciar as violações dos direitos das crianças e ajudam a fazer renascer a esperança de mais uma criança ter uma vida feliz, com saúde e dignidade", afirma.
A Pastoral da Criança iniciou suas atividades na diocese de Passo Fundo no ano de 1984, com a Irmã Lourdes Felderkuercher, da congregação de Notre Dame. Uma pequena semente, diz Simone, que germinou, cresceu, desenvolveu-se e hoje está organizada em 20 paróquias. Mais de 270 voluntários emprestam seu tempo e sua experiência de vida nessa missão. Segundo a coordenadora, esse número é ainda pequeno diante da "imensidão das necessidades sentidas", especialmente nas periferias das cidades.
O censo da Pastoral da Criança de 2008 constatou a existência de aproximadamente 19 mil crianças em situação de pobreza e miséria, de 0 a 6 anos de idade, no setor de Passo Fundo. Destas, apenas pouco mais de 2.800 crianças são acompanhadas pelos líderes e voluntários, correspondendo a 15% do total, atingindo em torno de 2.200 famílias.
Para que os líderes possam realizar um trabalho transformador na comunidade, lembra Simone, precisam estar preparados e munidos de ferramentas adequadas. Ela salienta que é com esse objetivo que a pastoral capacita seus voluntários nas ações básicas de saúde, nutrição e cidadania. "Mas a missão não se limita apenas às ações básicas, ela transcende e é inspirada nas palavras de Jesus - Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância", acrescenta.
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