Lisboa (Quarta-feira, 14-03-2012, Gaudium Press) O Cardeal Patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo, lançou no
| Dom José Policarpo |
Dom Policardo lembrou ainda que na Europa, houve "movimentos intelectuais, filosóficos, artísticos e até políticos que quiseram desligar a cultura da influência do cristianismo, não percebendo que a fé cristã tende sempre a transformar-se em cultura, pelos valores que veicula, pela prática que inspira, pela maneira de conceber o Homem e a vida, pelo horizonte da eternidade".
O Patriarca de Lisboa, que também e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, disse que "estamos diante de movimentos muito fortes de laicização da cultura e o elemento aglutinador da história europeia que contribuiu para a sua unidade cultural foi a fé cristã".
Na catequese: "Anunciar o Evangelho é intervir na cultura" o prelado pediu aos católicos para serem corajosos na defesa das suas convicções, mesmo sabendo que essa tarefa "é mais difícil se o ambiente cultural à volta não ajuda".
Dom Policarpo disse ainda que o Ocidente está confrontado com países de tradição muçulmana "com uma forte unidade cultural", "praticamente construída a partir da fé islâmica".
A parte final da intervenção foi dedicada as contribuições que a fé pode dar à cultura, começando pelo "amor", que D. José Policarpo salientou estar no centro da visão cristã do ser humano. O cristianismo deve também ser foco de "abertura à eternidade", mas, alertou, essa dimensão "só entra na cultura, hoje então mais do que nunca, se as comunidades crentes a viverem".
A fé cristã também "propõe uma visão alargada da racionalidade humana", dimensão "absolutamente decisiva para a transformação da cultura", respondendo à "tendência de esgotar a racionalidade humana naquilo que o Homem pode dominar por essa racionalidade".
"A racionalidade humana está presente também quando contemplo a beleza, quando busco a eternidade contemplando Deus, está tão presente quando eu estudo como quando eu rezo",disse.
O prelado finalizou sua catequese dizendo que "busca da beleza, antes de mais nada é a busca da beleza de Deus", constitui também um legado que os cristãos devem testemunhar, já que, "o crente é espontaneamente chamado a uma vida contemplativa".
Com informações da agência Ecclesia
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