Roma - (Sexta-feira, 17-04-2015, Gaudium Press) - O Cardeal Mauro Piacenza Penitenciário Mor da Igreja Romana explicou a estratégia que o demônio e o mundo usam contra a Igreja. O Cardeal falou na introdução ao curso que trata de temas relacionados ao exorcismo e ação do demônio que é promovido pelo Instituto Sacerdos, na Universidade Europeia de Roma e que teve seu início no dia 13 indo até o dia 18 próximo, sábado.
Dom Mauro Piacenza explicou aos seus ouvintes que "os meios operados pelo demônio para resistir o poder e onipotência de Nosso Senhor Jesus Cristo se evidenciam como os mesmos meios que o ‘mundo' usa contra a Igreja há dois mil anos". Segundo ele, "o silêncio diante das exigências da verdade, da justiça e da infinita misericórdia de Deus, quando estas não são relativizadas, negadas, ofendidas ou distorcidas, reivindicar de modo irresponsável direitos inexistentes seja em relação à ordem da natureza, seja em relação à graça".
Tática do Diabo
A tática do maligno, usada por seus sequazes, consiste em "atacar com a mentira os filhos de Deus e, de modo particular os pastores da Igreja, tentando debilitar o anúncio luminoso da verdade da criação e da salvação, justificando-se com um falso ‘respeito humano', empunhado como escudo contra o poder purificador da oração, da verdade da Encarnação do Verbo e a exigência de recapitular todas as coisas em Cristo".
São ainda palavras do Penitenciário Mor da Igreja: "uma boa batalha da fé, que vê no ministério do exorcismo um âmbito de particular intensidade, realiza-se vivendo em austeridade e amor, sabendo que Satanás é o ‘inimigo do gênero humano' para que desta maneira possamos servir a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte, com a gratidão e a certeza próprias do povo dos redimidos".
Divisão do mundo por causa do pecado
Sobre a divisão no mundo por causa do pecado, Dom Piacenza afirmou que isso atualmente se translada em "termos de desorientação doutrinal e moral, comprometendo assim o destino eterno das pessoas" o que "é visível e portando ‘identificável' justamente no ministério do sacerdote exorcista quando, especialmente no caso da possessão, o demônio mostra a própria deliberada e ‘irretratável' vontade de matar ou possuir, de enganar e roubar, de humilhar e ofender".
Ele, assim falando, está mostrando que a divisão se origina no mal e pode ser visto no mundo ocidental secularizado "em todos os ambientes e níveis sociais" inclusive "dentro de um grupo eclesial".
Algo que, para o Cardeal, "goza de todo o apoio de vários e poderosos meios de comunicação que geram, sem nenhuma restrição, uma cultura mais anti-humana e portanto profundamente anticristã".
O pecado e o mal, explicou ainda ele, são "obra do diabo, é mortífero e degradante da natureza humana. Ocasiona a separação do ser humano com Deus. É a divisão na qual o demônio ‘homicida desde o começo (...) mentiroso e pai da mentira' ingressou irremediavelmente, idolatrando-se e afirmando-se desesperadamente contra o Deus absoluto e a Sua santíssima vontade". O ser humano, assim, "é subtraído do poder unificador da verdade, separado da verdade fundamental do seu próprio ser: em sua relação com Deus criador e redentor".
As palavras finais forma de exortação aos sacerdotes, porém, mais especialmente os exorcistas:
Viver uma intensa vida de oração a exemplo da Santíssima Virgem, tendo no centro de tudo o mistério da Eucaristia e a Reconciliação.
O Penitenciário Mor tratou, antes de encerar suas palavras, da postura de muitos cristãos que acreditam que podem alcançar a salvação de distintos modos. A esse respeito ele disse que "Deus nosso Pai não pensou em Cristo como um ‘redentor facultativo' quase opcional, senão (...) como um salvador substancial e insubstituível. O Plano de Deus criador não é esquizofrênico: tudo está unificado em Cristo, em quem subsiste todas as coisas".
"Jesus é então o Salvador indispensável para todos os homens sem exceção", concluiu. (JSG)
Da Redação, com informações Rádio Vaticano
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