
No nosso mundo, a compreensão e a comunhão entre as
pessoas seja frequentemente superficial e difícil
Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 28-05-2012, Gaudium Press) Bento XVI durante a homilia da Missa de Pentecostes, celebrada domingo na Basílica vaticana, falou sobre a falta de compreensão e comunhão entre as pessoas de nossa época. "Todos podemos constatar como no nosso mundo, mesmo que estejamos cada vez mais próximos uns dos outros com o desenvolvimento dos meios de comunicação, e que as distâncias geográficas pareçam desaparecer, que a compreensão e a comunhão entre as pessoas seja frequentemente superficial e difícil", observou o Papa ao comparar a realidade com a Babel bíblica.
Os últimos dias não foram fáceis para o Pontífice. Mas Bento XVI, mesmo sofrendo, continua a própria missão e sua agenda. E as pessoas o encorajam. Na sua chegada foi recebido com aplausos mais calorosos do que nunca.
Desequilíbrios, conflitos, diálogo difícil entre gerações, agressão e choques, o progresso da ciência e da técnica que parece chegar "ao poder de dominar as forças da natureza, de manipular os elementos, de fabricar seres vivos, chegando quase ao próprio ser humano". Com estas palavras concretas o Papa apresentou o cenário da "descomunicação" dos nossos tempos.
"Um reino em que os homens pensam ter tanto poder para chegar ao céu, abrir suas portas e colocar-se no lugar de Deus, que não se dão conta de construírem a torre uns contra os outros", assim o Papa definiu a experiência da Torre de Babel, trecho da Bíblia muito atual também para a nossa época.
"Tentando ser Deus, corriam o perigo de nem sequer ser homens, porque tinham perdido um elemento fundamental do ser pessoas humanas: a capacidade de compreender um ao outro e de agir conjuntamente e na mesma direção" e "deram-se conta que estavam construindo uns contra os outros". Paradoxalmente nós também, com as possibilidades de comunicar, de ter informações, de transmitir notícias, "nos entendemos cada vez menos" e parece "difundir-se um senso de desconfiança, de suspeito, de temor recíproco, até quase a nos tornarmos perigosos uns para os outros".
| Bento XVI durante celebração Eucarística de Pentecostes na Basílica de São Pedro no Vaticano |
"Pode existir realmente unidade, concórdia?" " E como?", perguntou o Papa recordando que "a unidade pode existir somente com o dom do Espírito de Deus, que nos dará um coração novo e uma língua nova, uma capacidade nova de comunicar". Como com a experiência dos Apóstolos no Pentecostes: "onde havia divisão e estranheza, nasceram unidade e compreensão".
A Igreja, continuou o Santo Padre, é convidade a "viver para ser ela mesma, para ser o lugar da unidade e da comunhão na Verdade; nos diz que agir como cristãos significa não estarmos fechados no próprio "eu", mas nos orientarmos para o todo; significa acolher em nós mesmos a Igreja toda inteira, ou melhor ainda, deixar interiormente que ela nos acolha". Por isso, todo cristão é chamado a sair do próprio "eu" e a abrir-se à ação do Espírito Santo.
"Não podemos, de fato - observou o Papa - ser contemporaneamente egoístas e generosos, seguir a tendência a dominar os outros e a sentir a alegria do serviço desinteressado. Temos sempre que escolher qual impulso seguir e podemos fazê-lo em modo autêntico somente com a ajuda do Espírito de Cristo. São Paulo elenca - como ouvimos - as obras da carne, são os pecados de egoísmo e de violência, como inimizade, discórdia, ciúme, divergências; são pensamentos e ações que não fazem viver em modo realmente humano e cristão, no amor. É uma direção que leva a perder a própria vida. O Espírito Santo, por sua vez, nos guia para as alturas de Deus, para que possamos viver já nesta terra a semente de vida divina que há em nós". (AA/JS)
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 296, Agosto 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 295, Julho 2026
Quem são os Arautos do Evangelho?
Auxílio dos Cristãos
Músicas Natalinas