Lima - Peru (Quarta-feira, 27-05-2015, Gaudium Press) O Centro de Estudos e Patrimônio Cultural da Universidade Católica Sedes Sapientiae (CEPAC), com o auspício da Comissão Episcopal de Cultura e de Educação da Conferência Episcopal Peruana, realiza esta semana em Lima -de 26 a 29 de maio- um curso sobre Fé e Cultura que leva por título "A Catedral, Liturgia e Arte".
O evento cultural e acadêmico foi inaugurado na tarde do dia 26 com uma visita ao Convento de Santo Agostinho onde às 18h se apresentou o livro "O Peru na época de Felipe II", obra editada por Javier Campos de Sevilla, O.S.A, Fundador e Diretor do Instituto Escurialense de Investigações Históricas e Artísticas de Madri, que contou com a participação de 15 historiadores peruanos e espanhóis. Estiveram presentes Dom Raúl Chau, Bispo Auxiliar de Lima; Dom Pedro Hidalgo, Catedrático principal da Faculdade de Teologia - Pontifícia Civil de Lima; Juan Carlos Sánchez Alonso, Embaixador da Espanha no Peru; e o Padre Alexander Lam, Provincial da Ordem de Santo Agostinho-Província de Nossa Senhora das Graças do Peru, entre outros convidados.
As jornadas de trabalho continuam nesta quarta-feira, 27, no Seminário Santo Toríbio com as palestras "Arquidiocese de Tunja-Colômbia" a cargo do Padre Jaime Cristóbal Abril; "A Catedral, sede natural do Bispo, Símbolo e significado" por parte do Padre Javier Campos; "Festas barrocas celebradas na Catedral de Lima", também pelo Padre Campos; "Evolução da prática sacramentaria de fins da Idade Média a pós-tridentina", que será ministrada pela doutora Cristiana Flórez, catedrática da UNMSM; e "Religiosidade popular no Peru em tempos de Felipe II", por parte de José Antonio Benito.
Para o dia 29 de maio estão previstas as conferências do Padre Javier Campos sobre "A reforma litúrgica em Trento: A Nova Oração em Lima"; e Dom Pedro Hidalgo, que falará sobre "O esplendor da liturgia".
O curso também conta com o auspício da Faculdade de Teologia Pontifícia e Civil de Lima, a Arquidiocese de Lima, a Ordem de Santo Agostinho - Província Nossa Senhora das Graças do Peru, e a Embaixada da Espanha.
A 'Sacrosanctum Concilium'
A ‘Sacrosanctum Concilium' -Constituição sobre a Sagrada Liturgia do Papa Paulo VI na qual precisamente se faz referência à arte sacra- nos recorda que "entre as atividades mais nobres do engenho humano contam-se as belas artes, principalmente a arte religiosa e seu auge, que é a arte sacra", já que estas, por sua natureza, "estão relacionadas com a infinita beleza de Deus", que tenta se representar através de obras humanas.
É por isso que -como continua a Constituição-, a arte sacra "tanto mais possa dedicar-se a Deus e contribuir com seu louvor e sua glória quanto mais distante está de todo propósito que não seja colaborar o mais possível com suas obras para orientar santamente os homens até Deus".
Além disso -prossegue-, "a Santa Madre Igreja foi sempre amiga das belas artes, buscou constantemente seu nobre serviço, principalmente para que as coisas destinadas ao culto sagrado fossem na verdade dignas, decorosas e belas, sinais e símbolos das realidades celestiais. Mais ainda: a Igreja se considerou sempre, com razão, como árbitro das mesmas, discernindo entre as obras dos artistas aquelas que estavam de acordo com a Fé, a piedade e as leis religiosas tradicionais e que eram consideradas aptas para o uso sagrado". (GPE/EPC)
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