Cidade do Cabo (Terça-feira, 24-04-2012, Gaudium Press) Uma análise de estudos sobre a consciência da morte, da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, publicada na versão online da edição de maio do periódico Personality and Social Psychology Review, afirma que o pensamento natural sobre a morte pode fazer bem a saúde.
Intitulada "When Death is Good for Life: Considering the Positive Trajectories of Terror Management" ("Quando a Morte é Boa para a Vida: Considerando as Trajetórias positivas da Gestão do Terror", em inglês), a pesquisa chega a conclusão de que, em vez de ter um efeito destrutivo e perigoso, a consciência sobre a mortalidade pode, na verdade, melhorar a saúde física e ajudar a pessoa a priorizar seus valores e objetivos.
Conforme o coordenador do estudo, o psicólogo Kenneth Vail, o resultado de sua análise vai de encontro a estudos anteriores que sugeriam que a consciência da morte é simplesmente uma força sombria de destruição social. De acordo com ele, existe pouca compreensão de como a consciência sobre a morte, sutil e diária, pode ser capaz de motivar atitudes e comportamentos que minimizem os danos e promovam o bem estar.
A pesquisa coordenada por Vail contém diversos estudos que mostram que o fato das pessoas se lembrarem da morte eventualmente pode fazer bem a elas e não o contrário. Um destes estudos foi publicado no Personality and Social Psychology Bulletin, em 2008, e mostra que só o fato de estar fisicamente perto de um cemitério afeta uma pessoa e a motiva a ajudar outrem.
Em outra pesquisa, de 2011, coordenada por D.P. Cooper, descobriu-se que mulheres que se deparavam com a consciência da morte ficavam mais propensas a fazer o autoexame de mama, no intuito de evitar um possível câncer. Vail afirma que em outros estudos sobre o assunto, a mesma lembrança da condição humana, fazia com que as pessoas aumentassem o cuidado com a saúde, usando protetor solar, reduzindo o fumo ou fazendo mais atividades físicas.
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