Seul (Terça-feira, 10-08-2010, Gaudium Press) O regime norte-coreano prendeu 23 cristãos que celebravam em uma igreja estabelecida dentro de uma casa na província de Pyongan. Três dos presos foram julgados e condenados à pena de morte, que já teria sido cumprida, informa a agência Asia News.
De acordo com as fontes ouvidas pela agência, as prisões e execuções ocorreram em meados de maio. "Na ocasião, a polícia descobriu os 23 cristãos em Kuwal-dong, no condado de Pyungsung, localizado na província de Pyongan, que se encontravam em uma igreja "clandestina"", relata um das fontes.
Após a prisão, eles teriam sido exaustivamente interrogados. Os três supostos "líderes" do grupo segundo as forças de segurança foram condenados à morte e já teria sido mortos. Ainda de acordo com as fontes ouvidas pela agência, o restante teria sido enviado para uma colônia penal.
O regime norte-coreano, um dos mais fechados do mundo, não reconhece a liberdade de religião de forma plena. Oficialmente, o país tem três lugares cristãos de veneração (uma igreja católica e duas protestantes) e quatro templos budistas, mas somente na capital Pyongyang.
O único culto permitido no país é o chamado "Eterno Presidente", a Kim Il-sung e ao seu filho, o ‘Querido Líder' e atual presidente Kim Jong-il. Após a Guerra da Coreia em 1953, o regime passou a perseguir os então estimados 200 mil católicos do país e destruir igrejas e abadias. Estima-se que não passe de 200 o número de católicos remanescentes na Coreia do Norte.
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