Cidade do Vaticano (Sexta-feira, 21-11-2014, Gaudium Press) Na Missa celebrada na manhã desta sexta-feira, 21, na Casa Santa Marta, o Papa Francisco, comentando o Evangelho do dia, afirmou que o Senhor chora quando o povo eleito acaba fechando o coração para a graça de Deus.
Contudo, o Pontífice explicou que Nosso Senhor continua batendo às portas, assim como fez no coração de Jerusalém, com as portas de seus irmãos, de suas irmãs, de nosso coração e de sua Igreja.
Segundo o Papa, Jerusalém se sentia contente, tranquila com a sua vida e não precisava do Senhor, pois não havia percebido que necessitava da salvação. E então, fechou o seu coração ao Senhor. "O pranto de Jesus sobre Jerusalém é o pranto sobre a sua Igreja, hoje, sobre nós":
"(Jerusalém) tinha medo de ser visitada pelo Senhor; tinha medo da gratuidade de sua visita. Estava segura nas coisas que podia administrar. Nós somos seguros nas coisas que podemos governar, mas a visita do Senhor, suas surpresas, nós não podemos controlar."
O Santo Padre lembrou ainda que "quando o Senhor visita seu povo, leva a alegria, a conversão; nós não temos medo da alegria, não, mas sim da felicidade que o Senhor nos traz, porque não podemos controlá-la. Temos medo da conversão porque converter-se significa deixar que o Senhor nos conduza".
A cruz, prosseguiu, "preço daquela rejeição", nos mostra o amor de Jesus, o que o leva a "chorar também hoje pela sua Igreja".
Logo depois, o Papa indagou os presentes na Casa Santa Marta: "Eu me pergunto: hoje nós cristãos, que conhecemos a Fé, o catecismo, que vamos à missa todos os domingos, nós cristãos, nós pastores estamos felizes de nós mesmos?"
E então, respondeu na sequência: "porque temos tudo resolvido e não precisamos de novas visitas do Senhor. E o Senhor continua a bater à porta de cada um de nós e da sua Igreja, dos pastores da Igreja. Sim, a porta do nosso coração, da Igreja, dos pastores não se abre: o Senhor chora, também hoje."
No final da Santa Missa, o Pontífice convidou os fiéis a fazerem um exame de consciência:
"Pensemos em nós: como estamos neste momento diante de Deus?". (LMI)
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