Lisboa - Portugal (Segunda-feira, 06-11-2017, Gaudium Press) No sábado, 04/11, convocada pela Federação Portuguesa Pela Vida, foi realizada a 7ª Caminhada Pela Vida. O evento mobilizou milhares de portugueses em Lisboa, Aveiro e Porto, que se mobilizaram contra "todas as formas de violação da vida humana", "para se manifestar a favor da vida, contra a eutanásia e o aborto".

Apoio da Igreja
"Informado da ‘Caminhada pela Vida' simultânea nas cidades de Aveiro, Lisboa e Porto, o Papa Francisco enviou sua saudação aos participantes na iniciativa.
Francisco manifestou o desejo de que "apareçam sempre mais homens e mulheres de boa vontade que abracem corajosamente a verdade e valor que cada ser humano tem para Deus, sustentando tal verdade com fatos e razões científicas e morais num dramático apelo à razão, para se voltar ao respeito de cada vida humana", da concepção à morte natural, "na batalha contra o aborto, eutanásia e demais atentados à vida humana".
Dom Nuno Brás, Bispo Auxiliar de Lisboa e, desde 2015, nomeado pelo Papa Francisco, também, membro da Secretaria para a Comunicação da Santa Sé manifestou-se afirmando que "a vida humana, qualquer que ela seja, rica ou pobre, forte ou frágil, jovem ou em estado terminal é sempre um bem precioso a defender".
"Colocar em causa a vida humana (nos seus momentos iniciais ou nos seus instantes finais) é sempre colocar em causa a própria humanidade. A vida é aquela riqueza incomensurável que é colocada à nossa disposição e que nada nem ninguém tem o direito de retirar."
"A vida humana é bem mais preciosa - infinitamente mais preciosa! - que qualquer outra realidade. Ela é bem mais preciosa que a preservação de qualquer espécie animal, qualquer planta ou qualquer outra realidade ecológica."
Sem o respeito pela vida humana, salvaguardada e defendida sempre e sem quaisquer reticências, é o próprio existir humano que é colocado em causa."
"Vale a pena caminhar pela vida. Vale a pena lutar pela vida. Por toda e qualquer vida humana."
O Cardeal-Patriarca de Lisboa também manifestou o seu apelo à Caminhada pela Vida 2017, deixando um apelo "forte e comprometido" em favor da participação.
Silêncio Cúmplice
José Maria Seabra Duque, coordenador-geral da Caminhada Pela Vida, em comunicado distribuído a jornalistas, lamenta o silêncio "quase total" da Comunicação Social sobre a iniciativa que envolveu tantas pessoas e expressa o pensamento de milhões de portugueses.
A cumplicidade deste silencio se contrapõe à verdadeira algazarra festiva que estes mesmos setores da media promovem quando se trata de noticiar algo dos que não defendem a vida: é sempre propalada uma "vasta cobertura mediática concedida aos movimento pró-eutanásia", pró aborto, etc.
"O constante silêncio sobre as atividades políticas da Federação Portuguesa pela Vida, assim como dos vários movimentos pró-vida, desvirtua o debate sobre estes temas e cria, junto do grande público, uma sensação, falsa, de aparente unanimidade", afirmou José Maria Seabra Duque.
7ª edição da Caminhada
A 7ª edição da Caminhada teve como objetivo "dar testemunho público da defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural".
A organização retomou a campanha "Toda Vida tem Dignidade" que deu origem a petição com o mesmo nome que neste momento se encontra em debate no Parlamento da República. (JSG)
(Redação Gaudium Press, com informações e foto de www.federacao-vida.com.pt)
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