Cidade do Vaticano (Sexta, 04-12-2009, Gaudium Press) "O maior objetivo, no Ano Sacerdotal em curso, é trazer à luz a identidade originária e a alma do sacerdócio, devolvendo-lhes o primeiro lugar entre todas as funções históricas e contingentes assumidas ao longo dos séculos", declarou nesta manhã o frei capuchinho Raniero Cantalamessa, pregador da Casa Pontifícia. O religioso apresentou a primeira pregação ao Papa e à Cúria Romana pelo início do tempo do Advento. Nas próximas semanas, até o Natal, será conferida uma reflexão diferente a cada sexta-feira.
O primeiro sermão apresentado ao Santo Padre e à Cúria, intitulado "Ministros de Cristo e dispensadores do mistério de Deus", tratou, da mesma forma que os próximos também tratarão, de questões relativas ao sacerdócio.
O modelo de sacerdote proposto pelo pregador pontifício nesta primeira reflexão é o "contemplativo na ação". Ele cita as palavras do Evangelho - "Porque todo o sumo sacerdote, tomado dentre os homens, é constituído a favor dos homens nas coisas concernentes a Deus.'(Hebreus 5, 1) - para lembrar que o sacerdócio significa ser Servo de Cristo.
"No passaporte invisível do sacerdote, aquele com o qual se apresenta todos os dias diante de Deus e de seu povo, no ítem ‘profissão', deveria ser possível ler: ‘Servo de Jesus Cristo'. Todos os cristãos são naturalmente servos de Cristo, mas o sacerdote o é a um título e em um sentido particular" ressaltou frei Cantalamessa.
Ainda segundo ele, os sacerdotes são continuadores da obra de Jesus, além de servos e amigos. E destacou que, ao iniciar o Advento, é fundamental lembrar que "o importante não é conhecer coisas novas, mas colocar em prática aquelas conhecidas."
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