Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 20/07/2015, Gaudium Press) - Mesmo com uma temperatura de 33ºC em Roma, a Praça São Pedro ficou lotada de "corajosos fieis" que foram rezar com o Papa Francisco a oração mariana do Angelus.
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Era a primeira Audiência Geral da qual o Papa participava após a volta de sua viagem apostólica ao Equador, Bolívia e Paraguai. Por isso mesmo, ele aproveitou a ocasião para agradecer pela viagem e falar das "grandes potencialidades humanas e espirituais" do continente latino-americano.
Viagem à América Latina
A viagem à América Latina marcou Francisco que a viveu com muita intensidade e lhe deixou também saudades.
Boa parte do Angelus foi dedicada pelo Pontífice a ela. Ele agradeceu a Deus "de todo o coração por este dom". Agradeceu à população "pela afetuosa e calorosa acolhida e entusiasmo" e não se esqueceu das autoridades às quais agradeceu pela "acolhida e colaboração".
Francisco afirmou: Com meus "irmãos bispos, sacerdotes, pessoas consagradas e todas as pessoas que participaram louvei o Senhor pelas maravilhas que operou no povo de Deus a caminho naquelas terras", "e também pelas maravilhas com que enriqueceu estes países":
Em suas palavras o Papa destacou que "o continente latino-americano tem grandes potencialidades humanas e espirituais, guarda valores cristãos profundamente radicados, mas vive também graves problemas sociais e econômicos. Para contribuir para a sua solução, a Igreja está comprometida em mobilizar as forças espirituais e morais de suas comunidades, colaborando com todos os componentes da sociedade".
Para o Papa Francisco, sua viagem apostólica foi inesquecível e ele procurou salientar a importância da "acentuada religiosidade destas populações" para um testemunho fiel do Evangelho e para a difusão da Palavra de Deus, afim de lutar contra tantos desafios ali existentes.
E, por fim, o Pontífice colocou os frutos desta "inesquecível viagem apostólica" sob a proteção daquela que é a Padroeira de toda a América Latina, Nossa Senhora de Guadalupe.
Evangelho do Dia
Ao comentar o capítulo do Evangelho posto na liturgia do dia, o Papa falou de três verbos que aparecem na leitura do trecho de São Marcos, que ele denominou de os "verbos do Pastor": ver, ter compaixão e ensinar.
E ao destacar estes três verbos ali colocados por Marcos, Francisco explicou: "O primeiro e o segundo, ver e ter compaixão, estão sempre associados ao comportamento de Jesus: de fato, o seu olhar não é o olhar de um sociólogo ou de um repórter fotográfico, pois ele olha sempre com "os olhos do coração". Estes dois verbos, ver e ter compaixão, configuram Jesus como Bom Pastor.
Também a sua compaixão, não é somente um sentimento humano, mas é a comoção do Messias em quem se fez carne a ternura de Deus. E desta compaixão nasce o desejo de Jesus de nutrir a multidão com o pão da sua Palavra, isto é, de ensinar a Palavra de Deus às pessoas. Jesus vê, Jesus tem compaixão, Jesus nos ensina".
"E isto é bonito!", enfatizou o Papa. (JSG)
Da Redação Gaudium Press - Com informações Rádio Vaticana.
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