Nairobi - Quênia (Segunda-feira, 14-09-2015, Gaudium Press) Dom Anthony Muheria, Bispo de Kitui, Quênia, deixou uma importante tarefa aos estudantes universitários de seu país, assim como aos membros do pessoal educativo: no lugar de fazer-se escravos da tecnologia, recuperar a capacidade de admiração da beleza, em especial aquela que se descobre na natureza e na arte.
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"Estamos grandemente desafiados pela ausência de capacidade de assombro que a tecnologia e a conectividade digital produziram na sociedade", lamentou o prelado. "Parece que não temos tempo, ou perdemos a capacidade de ficarmos em admiração diante de um pôr do sol ou um amanhecer, ou de contemplar a beleza da natureza e as paisagens, de maravilhar-nos diante das pequenas coisas que nos rodeiam".
O Bispo indicou que existem na natureza realidades assombrosas como a perfeição de engenharia de um formigueiro que conta com ar-condicionado natural ou o diálogo entre uma ave e um texugo para ir em busca de mel. "Necessitamos redescobrir a beleza da música e descobrir a Beleza mesma, porque é uma porta à Verdade".
O prelado também se referiu à importância de transcender os aspectos práticos da vida acadêmica para ocupar-se da formação autenticamente humana dos estudantes. "Se lhes vamos ensinar somente a passar exames estaríamos traindo o espírito mesmo da universidade, estaríamos desumanizados, restando-lhe perfeição a sua mesma humanidade", advertiu.
Dom Muheria culminou sua alocução à comunidade universitária recordando o dever de preservar a identidade católica da mesma e a transmissão dos valores e qualidades que permitem transformar aos jovens em líderes virtuosos, éticos e retos. (GPE/EPC)
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