Redação (Quinta-feira, 31-10-2019, Gaudium Press) A Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) publicou sua edição 2019 do informativo "Perseguidos e esquecidos?" que cobre os relatos de ações de perseguição contra os cristãos durante 25 meses de julho de 2017 a julho de 2019. A comunidade internacional "está ficando sem tempo se quer salvar a cristandade em várias partes do Oriente Médio", afirmou a organização neste informativo. "As medidas tomadas até a data podem não ser suficientes para assegurar o futuro da presença da Igreja ali".
Sobre a situação de urgência para preservar a presença cristã na região, a organização reconheceu que o nível de perseguição em países como Síria e Iraque diminuíram notavelmente. No entanto, "o impacto deste genocídio (migração contínua, crise de segurança, pobreza extrema e recuperação lenta) significa que agora pode ser demasiado tarde para que algumas comunidades cristãs do Oriente Médio se recuperem", alertou. "Em alguns povos e cidades, a contagem regressiva para o desaparecimento do cristianismo é cada vez mais forte".
Além das ameaças para os cristãos no Oriente Médio e os efeitos do genocídio registrado no passado próximo, AIS identificou a situação de violenta perseguição em várias regiões da África, a piora da perseguição no sul e no leste a Ásia, assim como a combinação de fatores que ameaçam os fiéis da região: Extremismo islâmico, nacionalismo populista e governos autoritários. Finalmente, a organização assinalou que os cristãos em todo o mundo são considerados como objetivo militar de extremistas que percebem o ataque aos cristãos como uma forma de luta em uma guerra contra o Ocidente.
"Apesar da crescente riqueza de informação sobre o tema, o alcance da crise que enfrentam os cristãos perseguidos por sua Fé segue sendo pouco conhecido e entendido", alertou AIS em seu informativo. "Os estudos mostram constantemente que os cristãos sofrem níveis significativamente altos de perseguição e intolerância".
O informativo destaca 12 países que registraram piora da perseguição religiosa ou onde as ameaças reconhecidas em relatórios anteriores se mantiveram. Estes países são: Birmânia, República Centro-africana, China, Egito, Índia, Iraque, Nigéria, Coreia do Norte, Paquistão, Filipinas, Sri Lanka e Sudão. (EPC)
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