Rio de Janeiro (Sexta-feira, 03-06-2016, Gaudium Press) A Arquidiocese do Rio de Janeiro, em vista da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, celebrou nesta quinta-feira, 2 de junho, o Dia Mundial de Oração pela Santificação do Clero, no Santuário da Divina Misericórdia, em Vila Valqueire.

Com o propósito de fazer com que todos os cristãos possam rezar pelos sacerdotes, de maneira especial por aqueles que exercem o ministério dentro do próprio território paroquial, o encontro contou com diversos momentos de espiritualidade e Fé.
O diretor do Departamento de Teologia da PUC-Rio, Padre Leonardo Agostini, realizou uma pregação para os demais sacerdotes. Inspirado no Salmo 133, o sacerdote afirmou que a passagem bíblica reflete uma situação familiar, repleta de altos e baixos, assim como a família sacerdotal.
Contudo, o Padre Leonardo acrescentou que o salmo é um convite de Deus para que todos possam viver a fraternidade.
"Creio que por detrás do Salmo 133 está uma simples situação cotidiana: a vida familiar, acompanhada de afetos, amizade e amor, mas também com os seus altos e baixos. Por certo, não se deve negar as tensões, as discórdias e as dificuldades que podem surgir em família. Contudo, mais certo ainda é perceber que este salmo proclama a fraternidade como algo bom e agradável: que os irmãos habitem juntos. Hoje, aqui e agora, em particular, para a nossa família sacerdotal, este salmo é um convite do nosso Deus e Pai de família, rico em misericórdia, que nos manda a sua bênção: Jesus Cristo, doador da vida abundante e eterna", disse.
Além disso, o Padre Leonardo Agostini destacou que o centro da vida cristã é a misericórdia, pois Deus é o amor misericordioso e os Seus filhos são objetos do perdão.
A dificuldade em perdoar, segundo o presbítero, está no medo de amar, uma vez que o amor está corrompido no mundo, sendo assim necessário ouvir a voz de Deus para experimentar a ação do Espírito Santo.
"O Ano da Misericórdia nos convida a meditar e a viver em profundidade o que é central na vida cristã: a misericórdia; isto é, que Deus é amor misericordioso. O perdão é a máxima expressão da misericórdia de Deus em nossa vida, pois é no perdão que Ele manifesta o seu supremo poder. E nós somos objetos desse perdão, mas também fomos feitos ministros do perdão de Deus. Sabemos, por experiência própria, como é difícil concretizar esse novo mandamento na nossa vida. Na base dessa dificuldade está uma constatação muito simples: estamos com medo de amar, porque o amor está deturpado e desgastado no mundo. Mas, se hoje ouvirmos a voz do Senhor nosso Deus e não fecharmos os ouvidos ou endurecermos o coração (cf. Sl 95), nós poderemos experimentar a eficácia da presença e da ação do Espírito Santo, amor eterno do Pai e do Filho, em nossas vidas e, pelo dom do sacerdócio que nos foi confiado, receber, com renovador ardor, a graça da misericórdia", completou.
A experiência com Cristo, prosseguiu, faz com que o sacerdote não só fale, mas também coloque em prática a misericórdia, impulsionado pelo Espírito Santo, indo em busca da ovelha perdida.
"Ao nos aproximarmos de Jesus Cristo, com amor e confiança, aprendemos não tanto a falar da misericórdia, mas a colocá-la em prática no dia a dia do exercício sacerdotal, pois a experiência da misericórdia de Deus na nossa própria vida nos leva a sermos misericordiosos como o Pai, sobretudo no perdão. Então, perdoemos e seremos perdoados. Essa experiência da misericórdia de Deus no perdão irrestrito nos impulsionará, com renovado ardor, a buscar a ovelha perdida, a curar as suas feridas, com o bálsamo da graça, porque nos faz mais semelhantes a Jesus Cristo, Bom Pastor, que cuida do seu rebanho, olhando, com particular atenção, para os mais sofridos", concluiu.
Após a pregação, deu-se início a celebração penitencial e confissões. A Santa Missa foi presidida pelo Cardeal Orani João Tempesta e concelebrada pelos bispos auxiliares e demais sacerdotes. (LMI)
Da redação Gaudium Press, com informações Arquidiocese do Rio de Janeiro
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