Cidade do Vaticano (Quinta-feira, 21-05-2015, Gaudium Press) Na manhã desta sexta-feira, 22, foi anunciada pela Oficina de Imprensa da Santa Sé a II Conferência Internacional sobre a Mulher, organizada pelo Conselho Pontifício Justiça e Paz, em união com a União Mundial de Organizações Femininas Católicas (WUCWO) e a Aliança Mundial de Mulheres pela Vida e a Família (WWALF). Na apresentação do evento se encontrava o Cardeal Peter Turkson, Presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz, Flaminia Giovanelli, Subsecretaria do mesmo dicastério, Olimpia Tarzia, Presidente da WWALF e Maria Giovanna Ruggieri, Presidente da WUCWO. A Conferência irá de 22 a 24 de maio.
O Cardeal Turkson explicou que na jornada desta sexta-feira, 22, se falará de antropologia feminina em confronto com a cultura moderna. Também se tratará do tema da educação e o papel que ali desempenham as mulheres. Igualmente se abordará o assunto da "aliança entre homens e mulheres... e o respeito recíproco para combater a violência e a prevaricação".
No âmbito da Conferência analisarão as variadas formas, velhas e novas, de escravidão e da violência que sofrem as mulheres, com facetas diferentes, em diversas partes do globo. Se no mundo ocidental prevalecem a violência doméstica e os feminicídios, em algumas zonas pobres dos países do mundo em desenvolvimento são numerosos o infanticídio das meninas e os abortos seletivos de fetos femininos. Inspirando-se na Mensagem para a Paz do Papa Francisco cujo tema este ano era "Não mais escravos, mas irmãos", a Conferência denunciará o fenômeno do tráfico de pessoas que o Pontífice definiu em repetidas ocasiões como um crime contra a humanidade e cujas vítimas são, pela maior parte, meninas e mulheres.
A Conferência que teve início nesta sexta-feira, 22, não quer somente dar uma visão geral dos temas mais urgentes relacionados com a situação da mulher, ou ser uma ocasião de denúncia das violações de sua dignidade e de seus direitos. Também tem como objetivo oferecer uma contribuição às negociações em curso para a nova agenda de desenvolvimento pós-2015. Por isso, o sábado, 23 de maio, os grupos de trabalho se confrontarão sobre as principais áreas temáticas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (OSS). "A questão da mulher -concluiu o Cardeal- é transversal e crucial na maioria das propostas atuais dos OSS: as mulheres jogam um papel chave na redução da pobreza e da fome no mundo, na educação, mas são também as guardiãs da vida em todas as suas fases". (GPE/EPC)
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