Londres - Inglaterra (Segunda-feira, 19-09-2016, Gaudium Press) O Padre Matthew Pittam, que serve na Paróquia dos Mártires Ingleses de Rugby, Inglaterra, redigiu um artigo no informativo 'The Catholic Herald' em defensa das vocações tardias à vida religiosa. Para o sacerdote, a experiência das pessoas que buscam servir a Deus em sua idade madura representa uma riqueza frequentemente desaproveitada pelos limites de idade estabelecidos para a admissão de candidatos em grande parte das congregações.
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"Há várias semanas tive o privilégio de concelebrar uma Missa de profissão final com uma diferença", relatou o Padre Pittam. "Esta ocasião foi única porque a pessoa de quem se tratava, a Irmã Clare Francis, estava com cinquenta anos". Apesar de que este fato não deveria ser particularmente notório, o sacerdote recordou que a maioria das comunidades exigem aos seus candidatos terem menos de 40 anos para que possam ser adequadamente formados. "Muitas pessoas capazes se sentem frustradas por ter esta sensação de chamado e que não há maneira de responder positivamente".
O Convento no qual concelebrou o sacerdote foi o 'Mater Ecclesiae' em Rugby, congregação fundada em 1982 pela Irmã Catherine Mulligan, na qual as mulheres de 40 a 65 anos podem realizar um processo de discernimento e retomar uma vocação possivelmente abandonada. "Uma vocação religiosa é um compromisso com Cristo em uma relação de amor na qual tudo é presente", afirma a comunidade em sua apresentação oficial. "Muitas mulheres podem ter considerado isto em seus dias mais jovens, mas ter tomado um caminho distinto, particularmente um de matrimônio, o cuidado de crianças ou de seus pais anciãos".
A congregação foi criada especificamente para oferecer a oportunidade de discernir sua vocação às mulheres mais velhas que devem estar livres de pessoas que dependam delas, em boa saúde e com suficiente independência para cuidar de si mesmas e contribuir com as atividades da comunidade. As candidatas podem visitar a comunidade durante alguns dias sem um custo estabelecido e realizar um processo de discernimento de seis meses após os quais podem solicitar ingressar ao ano de noviciado. As Irmãs tem depois um tempo de Profissão temporal e finalmente realizam sua Profissão perpétua após aprofundar seu compromisso com Cristo.
"Esta Profissão final que achei tão inspiradora representa algo maravilhoso que sucede silenciosamente na Igreja", comentou o Padre Pittam. "Alguém aos cinquenta têm anos de serviço e energia para oferecer. Responder a um chamado tardio na vida pode envolver grandes sacrifícios, especialmente quando a pessoa tem uma família ou está acostumada a viver uma vida independente. A obediência e a estabilidade se tornam realidades muito mais desafiantes para viver". (GPE/EPC)
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