Quito - Equador (Segunda-feira, 06-07-2015, Gaudium Press) O Papa Francisco chegou ontem a Quito, capital do Equador, na primeira etapa de sua viagem apostólica que o levará a três países sul-americanos.
Sua chegada deu-se às 15 horas locais e logo na sua saída do avião que o transportou, foi recebido por um grupo de crianças vestidos com trajes típicos de diferentes regiões do Equador.
Após o discurso de boas vindas do Presidente equatoriano, Francisco fez a primeira de suas intervenções públicas desta viagem.
Agradecendo a calorosa recepção "que é uma mostra do caráter acolhedor que tão bem define o povo desta nobre Nação", o Pontífice anunciou que hoje visita o país andino como "testemunha da misericórdia de Deus e da fé em Jesus Cristo" e que com entusiasmo e esperança, começava os dias que de sua visita que agora iniciava.

Sobre a Fé da qual ele vem como testemunha, o Santo Padre disse ser ela "A mesma fé que, durante séculos, modelou a identidade deste povo e deu muitos frutos bons, entre os quais se destacam figuras insignes como Santa Mariana de Jesus, o santo irmão Miguel Febres, Santa Narcisa de Jesus ou a Beata Mercedes de Jesus Molina, beatificada em Guayaquil, trinta anos atrás, durante a visita do Papa São João Paulo II. Eles viveram a fé com intensidade e entusiasmo e, praticando a misericórdia, contribuíram para melhorar, em diferentes áreas, a sociedade equatoriana do seu tempo".
E o Papa Francisco mostrou que "Hoje, também nós podemos encontrar no Evangelho as chaves que nos permitam enfrentar os desafios atuais, avaliando as diferenças, fomentando o diálogo e a participação sem exclusões, para que as realizações alcançadas no progresso e desenvolvimento possam garantir um futuro melhor para todos, prestando especial atenção aos nossos irmãos mais frágeis e às minorias mais vulneráveis".
E afirmou que para isso o Equador "poderá contar sempre com o empenho e a colaboração da Igreja".
Ao dizer a todos os equatorianos que iniciava sua viagem com entusiasmo e esperança, o Papa Francisco, recordou o ponto geográfico chamado Chimborazo e, por ser ele o ponto "mais próximo do sol", tirou lições e ensinamentos pastorais desse fato:
"No Equador, encontra-se o ponto mais próximo do espaço exterior: é o Chimborazo, chamado por essa razão o lugar 'mais próximo do sol', da lua e das estrelas. Nós, cristãos, vemos Jesus Cristo como o sol, e a lua como a Igreja, a comunidade; ninguém, à excepção de Jesus, tem luz própria. Possa nestes dias tornar-se mais evidente para todos a proximidade 'do Sol que nasce do Alto', sendo nós reflexo da sua luz, do seu amor.
No final de suas palavras, ao querer abraçar todo o Equador, desde o cume do Chimborazo até às costas do Pacífico, e desde a selva amazônica até às Ilhas Galápagos, o Santo Padre mostrou seu desejo de que "nunca percais a capacidade de dar graças a Deus pelo que Ele fez e faz por vós, a capacidade de proteger o humilde e o simples, cuidar das suas crianças e idosos, confiar na juventude, e maravilhar-se com a nobreza do seu povo e a beleza singular do seu país".
E então, encerrou seu discurso pedindo ao "Sagrado Coração de Jesus e o Coração Imaculado de Maria, a quem foi consagrado o Equador, derramem sobre vós a sua graça e bênção". (JSG)
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