Assis - Itália (Terça-feira, 01-08-2017, Gaudium Press) Iniciando o mês de agosto nesta terça-feira, iniciou-se também a Solenidade do Perdão de Assis. A cerimônia de abertura foi realizada no Santuário da Porciúncula, na cidade italiana de Assis.
A Solenidade do Perdão de Assis adquire um significado bastante particular neste ano, pois está coincidindo com o encerramento do VIII Centenário do Perdão de Assis.
O Jubileu do VIII Centenário do Perdão de Assis foi aberto em 2 de agosto de 2016 pelo Cardeal Gualtiero Bassetti. Dois dias depois, a 04 de agosto, o próprio Papa Francisco fez uma peregrinação até o Santuário de Porciúncula, onde rezou e participou de uma programação especial.

O encerramento do Jubileu do Perdão será realizado na quarta-feira, às 11 horas, com uma solene celebração presidida pelo Cardeal Secretario de Estado, Pietro Parolin.
Programa do dia
Às 11 horas deste 1º de agosto, o Ministro Geral dos Frades Menores, Frei Michael Perry, presidiu a solene celebração eucarística. Após a celebração foi realizada a Procissão de "Abertura do Perdão".
Desde o meio dia de deste 1º de agosto até às 24 horas do dia 2, pode-se obter a Indulgência Plenária na Porciúncula, concedida aos que visitarem o Santuário, mas este privilégio se estende também a igrejas paroquiais espalhadas no mundo, e a todas as igrejas franciscanas em qualquer lugar onde estejam.
Dando continuidade à programação deste dia tão especial para Assis, para os franciscanos e para os devotos de São Francisco, às 19 horas de hoje, o Bispo de Assis-Nocera Umbra-Gualdo Tadino, Dom Domenico Sorrentino, deve presidir a oração das Primeiras Vésperas na conclusão da peregrinação da Diocese de Assis.
Em seguida, haverá a oferta de incenso por parte da Prefeita da cidade.
Às 21:30 horas, acontece a Vigília de Oração quando haverá também uma Procissão luminosa conduzida pelo Secretário da Congregação dos Institutos da Vida Consagrada, Dom José Rodriguez Carballo.
Perdão de Assis: o que é?
O Perdão de Assis é a máxima expressão da Misericórdia de Deus.
Segundo relatos de fontes franciscanas, em certa noite do ano de 1216, Francisco encontrava-se em profunda oração na igrejinha da Porciúncula, que ficava nos arredores de Assis, quando, de repente, todo o local ficou iluminado e Francisco viu sobre o altar o Cristo e a sua direita sua Santíssima Mãe e ao redor deles uma multidão de anjos.
Perguntaram-lhe o que desejava para a salvação das almas ao que de imediato respondeu:
"Santíssimo Pai, mesmo que eu seja um mísero pecador, te peço que, a todos quantos arrependidos e confessados, vierem a visitar esta igreja, lhes conceda amplo e generoso perdão, com uma completa remissão de todas as culpas".
O Senhor lhe disse:
"Ó irmão Francisco, aquilo que pedes é grande, de coisas maiores és digno e coisas maiores tereis: acolho portanto o teu pedido, mas com a condição de que tu peças esta indulgência, da parte minha, ao meu Vigário na terra (Papa)".
No dia seguinte Francisco apresenta-se diante do Papa Honório III e partilha a visão que teve, e o Papa lhe concede a aprovação da indulgência plenária.
Logo após, o Santo Padre pergunta se não quer nenhum documento que comprove a autorização, no que Francisco responde:
"Santo Pai, se é de Deus, Ele cuidará de manifestar a obra sua; eu não tenho necessidade de algum documento. Esta carta deve ser a Santíssima Virgem Maria, Cristo o Escrivão e os Anjos as testemunhas".
Com o passar dos séculos a indulgência concedida às pessoas que visitassem a igrejinha de Santa Maria dos Anjos (Porciúncula) se estendeu também a todos que, no dia 02 de agosto, visitarem uma igreja paroquial.
Essas pessoas devem se confessar, rezar o credo, um Pai Nosso, participar da Eucaristia e comungar e rezar uma oração na intenção do Santo Padre. (JSG)
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