Tubarão - Santa Catarina (Sexta-Feira, 17/12/2014, Gaudium Press) O Bispo da Diocese catarinense de Tubarão, Dom João Francisco Salm, afirma em seu mais recente artigo que ao longo do Ano Litúrgico, além do chamado Tempo Comum, as celebrações e toda a vida cristã da Igreja giram em torno de dois grandes eixos: o Natal e a Páscoa. Ele recorda que com o início do Tempo do Advento, no último dia 30 de novembro, entramos na órbita do Natal.
Segundo o Bispo, estaremos envolvidos e, de alguma forma, vivenciando o espírito do Natal, ao longo das quatro semanas do Advento, na celebração do Natal propriamente dito, e nas celebrações que o seguem: Festa da Sagrada Família (no domingo após o Natal); Festa da Santa Maria, Mãe de Deus, (no primeiro dia do ano-novo); Epifania do Senhor (após o domingo da Sagrada Família) e Batismo de Jesus (domingo após a Epifania).
Ainda de acordo com o Prelado, as festas natalinas não celebram outra coisa a não ser o nascimento de Jesus de Nazaré, o Filho de Deus, o Salvador da humanidade. Para ele, trazem no seu âmago o alegre anúncio da chegada do Reino Deus: a possibilidade de se criar um mundo novo, de fraternidade, de justiça e de paz.
Outro aspecto que Dom João destaca é que a riqueza da espiritualidade que dá vida aos tempos e celebrações litúrgicas, sugere a importância do tempo, que é a chance dos cristãos de tornar real, palpável e concreta a novidade que Jesus é, trouxe e coloca à nossa disposição.
"No cristianismo, o tempo tem uma importância fundamental. Dentro da sua dimensão, foi criado o mundo, no seu âmbito se desenrola a história da salvação, que tem o seu ponto culminante na "plenitude do tempo" da Encarnação e a sua meta no regresso glorioso do Filho de Deus no fim dos tempos. Em Jesus Cristo, Verbo encarnado, o tempo torna-se uma dimensão de Deus, que em Si mesmo é eterno" (S. João Paulo II).
Dom João também salienta que dentre todos os dons que Deus concede ao homem, o tempo tem lugar especial, pois é ele que acalma as paixões indevidas, ensinando que tudo tem sua hora e local certos, que cicatriza as feridas das profundas dores, colocando algodão anestesiante nas chagas abertas e que nos permite amadurecer através do exercício sadio da reflexão, adquirindo ponderação e bom senso.
Além disso, o Bispo acrescenta que é o tempo que desenha marcas nas faces, espalha neve nos cabelos, leciona calma e paciência quando o passo já se faz mais lento, confirmando as grandes verdades e destruindo as falsidades, os valores ilusórios.
"O tempo é, enfim, um grande mestre que ensina sem pressa, aguarda um tanto mais e espera que cada um por sua vez se disponha a crescer, servir e ser feliz. E é o tempo, em verdade que nos demonstra no decorrer dos anos que o amor supera a idade, a doença, a dificuldade e permanece conosco para sempre", completa.
Por fim, o Prelado nos convida a agradecermos a Deus por tudo o que nos concedeu ao longo deste ano que finda. Ele deseja que o Natal nos ajude a perceber, na simplicidade do Deus Menino, a abertura do Caminho para o Tempo Eterno. "E porque sempre é tempo de amar, desejo a você e aos seus um Natal com Deus e as bênçãos dEle para o Novo Ano", conclui. (FB)
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 296, Agosto 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 295, Julho 2026
Quem são os Arautos do Evangelho?
Auxílio dos Cristãos
Músicas Natalinas