Erechim - Rio Grande do Sul (Quarta-Feira, 22/04/2015, Gaudium Press) Com o título "Chamados para a missão", Dom José Gislon, Bispo da Diocese gaúcha de Erechim, fala em seu artigo sobre a 52ª Jornada Mundial de Orações pelas Vocações Sacerdotais e Religiosas, celebrada neste domingo.
Para ele, a figura do Cristo, Bom Pastor, que dá a vida para defender e conduzir o rebanho, povo de Deus para a casa do Pai, é o modelo e a razão do "sim", da entrega, da disponibilidade no seguimento e na resposta vocacional para viver o chamado e a missão, como sacerdote, como religioso ou religiosa.
Um aspecto ressaltado pelo Bispo é que as famílias religiosas, com os seus carismas específicos, são uma bênção de Deus para a Igreja Diocesana, mas para dar continuidade ao carisma, elas precisam, além do sopro renovador do Espírito de Deus, de novas vocações.
Segundo o Prelado, a vocação, dom e chamado de Deus, tem a família humana como a sua sementeira por excelência. Para ele, é no aconchego e na simplicidade da família e na comunidade que Deus se faz presente, chama, toca o coração e convida os jovens para viverem a vocação de seguir Jesus Cristo, nosso Mestre e Senhor.
Além disso, Dom Gislon destaca que vocação e compromisso nascem do encontro com o Cristo Jesus. "Da alegria do encontro com o Senhor e do seu chamado brota o serviço na Igreja, a missão: levar aos homens e às mulheres do nosso tempo a consolação de Deus, testemunhar a sua misericórdia. Em um mundo que vive a desconfiança, o desencorajamento, a depressão, em uma cultura na qual homens e mulheres se deixam envolver pela fragilidade e pela debilidade, por individualismos e interesses pessoais, os sacerdotes, os consagrados e as consagradas, podem transmitir à sociedade a confiança de que é possível viver uma felicidade verdadeira, onde é possível viver a esperança, que não se apoie exclusivamente sobre talentos, sobre qualidades, sobre o saber, mas sobre Deus. A todos é dada a possibilidade de encontrá-lo, basta buscá-lo com o coração sincero."
Para concluir, o Bispo afirma que os homens e as mulheres do nosso tempo esperam palavras de consolação, de proximidade, de perdão e de alegria verdadeiras. De acordo com ele, pela consagração e missão, somos chamados a levar a todos o abraço de Deus, que, com ternura de mãe, se inclina em nossa direção para nos consolar. (FB)
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