Turim - Itália (Quarta-feira, 22-06-2016, Gaudium Press) Com solenes celebrações litúrgicas e procissões, a Diocese de Turim na Itália celebrou no último dia 20 a festa de sua Padroeira: a Virgem da Consolata ou da Consolação. A festividade esteve marcada por sucessivas Missas que foram iniciadas desde as 06h no Santuário da Consolata, sendo a principal presidida às 11h pelo Arcebispo de Turim, Dom Cesare Nosiglia, que deu abertura à Porta Santa, a quarta para a Diocese neste Ano Santo da Misericórdia.
Durante a homilia, o prelado abordou a passagem do Evangelho de São João sobre as bodas de Caná, quando Maria diz aos que serviam: "Fazei tudo o que vos disser", assinalando que a Virgem "buscou e encontrou o reino de Deus na Fé, no serviço de Deus e na contínua obediência à sua vontade", e que por esta razão "sabe preocupar-se, de modo eficaz, nas necessidades materiais dos esposos de Caná. Porque a Fé e o amor de Deus, se enchem o coração, o abrem também ao amor até os demais".
Assinalou que o estilo de vida de Jesus e de Maria, descrito no Evangelho, se caracteriza por sua simplicidade e a pobreza dos meios, mas também por uma grande riqueza de relações sinceras e verdadeiras entre Deus e os demais. "Deus conta mais de todos e de tudo por Cristo e por sua Mãe. É por isto que as pessoas valem mais que nada no mundo. Quem ama a Deus não pode não amar ao próximo, porque dentro de seu coração o Espírito faz e conduz esta unidade", acrescentou o Arcebispo de Turim.
Em outro momento fez um chamado a sair do egoísmo e educar no amor: "Não é esta uma educação fácil e imediata de conseguir, porque cada pessoa é induzida a buscar seu próprio território de influência, é espaço vital de sua propriedade -seja pessoal, como familiar ou de grupos e comunidades-, e impede a qualquer um de entrar por medo de ter que compartilhar com outros".
É por esta razão que o prelado, ao concluir a homilia, orou a Nossa Senhora da Consolata para que ajude a viver e a testemunhar "nosso serviço em casa e até àqueles que estão em necessidade com Fé no Senhor e espírito de verdadeiro cuidado e fraternidade".
Após a Eucaristia, e outras duas sucessivas celebrações litúrgicas em honra à Padroeira de Turim, às 20h30 ocorreu uma solene procissão no centro histórico da cidade, presidida pela venerada imagem da Virgem da Consolação e com a presença também do Arcebispo, e de centenas de fiéis. "Maria Consolata foi sempre, na história de nossa terra, mãe amorosa e rica de misericórdia e de piedade. A ela dirigimos nossos olhos e nosso coração, com a certeza de encontrar um porto seguro e uma renovada esperança de bem", disse na ocasião Dom Nosiglia.
Se diz que a imagem de Nossa Senhora da Consolata, levada à Turim desde a Palestina no ano de 354 por São Máximo, foi pintada por São Lucas. São Máximo localizou a imagem em uma capela que estava situada ao lado de uma Igreja dedicada a Santo André, pelo que muito logo a povoação começou a venerar a imagem chamando a Virgem com o título de Consoladora, cuja expressão popular é Consolata.
Tempos depois, a pintura de Maria se extraviou, sendo encontrada por um cego a quem Nossa Senhor devolve a vista e lhe indica onde se encontrava o quadro. Posteriormente o rei Adruino erige uma nova capela para a Virgem em agradecimento por uma cura milagrosa. (GPE/EPC)
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 296, Agosto 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 295, Julho 2026
Quem são os Arautos do Evangelho?
Auxílio dos Cristãos
Músicas Natalinas