Estados Unidos - Washington (Quinta-feira, 14-12-2017, Gaudium Press) A bióloga molecular e catequista Rebecca Salazar expôs na plataforma católica Aleteia uma evidência biológica que contribui para localizar no mês de dezembro a data de nascimento de Cristo e que se relaciona com um surpreendente dado teológico que pode contribuir para uma visão nova à nossa compreensão do mistério do Nascimento do Salvador. Sua descoberta permitiu superar um certo ceticismo sobre a precisão da tradição e se relaciona de forma concreta com sua formação científica.
"Há muito tempo, aceitei a ideia de que o dia 25 de dezembro provavelmente não era a data real do nascimento de Cristo, que a data real era desconhecida, mas provavelmente fosse na primavera", relatou Salazar, que acreditava que a designação do dia 25 de dezembro correspondia a um aspecto lendário e que seria uma das ilusões infantis que se deixa de lado ao crescer. No entanto, não deixou de investigar qual poderia ser a data autêntica.
![]() |
Uma primeira aproximação à evidência histórica lhe permitiu conhecer sua coincidência com a provável data do ingresso de Zacarias ao templo e o anúncio da gestação de sua esposa Isabel, que estava grávida de seis meses quando o anjo anunciou a Encarnação do Senhor à Santíssima Virgem. Outro importante argumento foi a tradição de que os grandes profetas foram gerados e morreram na mesma data. Para o Messias, esta data foi o dia 25 de março, fixada como Festa da Anunciação, podendo localizar a data de seu nascimento nove meses depois, em 25 de dezembro. "São bons argumentos, mantidos de acordo com padrões rigorosos de pesquisa histórica e lógica, dentro de seus próprios campos", comentou Salazar.
Para a pesquisadora, no entanto, esses dados não lhe satisfaziam, pois buscava um fato material concreto. Uma de suas objeções era a possível explicação da presença de pastores nos campos no meio da noite, quando eles receberam o anúncio do nascimento do Messias: estar aguardando o parto de seus animais, algo que normalmente acontece na primavera. Alguém lhe fez esta pergunta específica e Salazar, em vez de expôr as razões religiosas para escolher o dia 25 de dezembro, ficou se perguntando se seus dados eram corretos. "Os cordeiros realmente nasceram na primavera em Israel?", se questionou. "Posso descobrir?".
"A ovelha de Awassi é uma ovelha do deserto, uma raça que existe no Oriente Médio há cerca de 5.000 anos. É a única raça indígena de ovelhas em Israel. São criadas para lã, carne e leite", resumiu a redatora sobre suas descobertas. "A ovelha Awassi se reproduz no verão e dá a luz a seus cordeiros no inverno, quando há grama suficiente para as ovelhas em lactação. Em Israel, a principal temporada de parto é de dezembro a janeiro". Esses dados mudaram sua perspectiva. "Isto é prático, pensei. Isto é um fato. Isto é biologia".
As evidências resultaram não apenas falar em favor da tradição litúrgica da Igreja, mas também lhe comunicaram um aspecto até então desconhecido para ela. "Jesus, o Cordeiro de Deus, nasceu ao mesmo tempo e no mesmo lugar que todos os cordeiros pascais", reconheceu. "É claro que essa data foi tal que o dia de sua entrada e saída do mundo seria o mesmo. Claro, o nascimento de João Batista é quando é porque o nascimento de Jesus realmente é quando é".
"A biologia dá grande valor à simetria, e aqui havia uma simetria para deleitar meu intelecto, uma simetria de história e a teologia e a biologia", concluiu Salazar. "Antes, honestamente havia chorado a perda de minha convicção infantil; agora percebo que essa compreensão produziu um assombro maior e mais profundo sobre a providência de Deus. É realmente correto e justo". (EPC)
Com informações da Aleteia.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 296, Agosto 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 295, Julho 2026
Quem são os Arautos do Evangelho?
Auxílio dos Cristãos
Músicas Natalinas
