Roma (Terça, 29-12-2009, Gaudium Press) A União Católica Internacional da Imprensa (UCIP) divulgou um documento intitulado "Mídia em prol da justiça social e econômica", no qual destaca o papel da mídia na construção da justiça econômica e ressalta que o papel do jornalista é buscar soluções duradouras para os problemas cotidianos em todo o mundo. Com informações da Rádio Vaticana.
O documento afirma que "a justiça social e econômica representa a base de um mundo próspero e pacífico" e enfatiza a "responsabilidade especial" dos jornalistas e dos especialistas da mídia para "assegurar que a justiça social e econômica prevaleça em nível mundial a fim de eliminar todos os conflitos, guerras e desastres do gênero".
Segundo a UCIP, o texto deve servir de inspiração para que esses jornalistas e especialistas trabalhem com o objetivo de estabelecer níveis exemplares de justiça e paz e levem essas discussões aos fóruns mundiais.
"Os meios de comunicação podem trazer à luz, a cada dia e a cada minuto, aquelas políticas e ações contrárias ao bem comum, denunciando suas conseqüências devastadoras. Se estes não forem capazes de fazê-lo, ninguém mais poderá expor estas injustiças", ressalta o comunicado.
Elaborado por escritores, jornalistas, professores e especialistas da Europa, Ásia, América do Norte, África, Oriente Médio, Caribe e Oceania, o documento explana a "nobre história do jornalismo ao observar que, quando no passado se verificaram crises, os profissionais foram capazes de apresentar aos povos novos caminhos".
Segundo a União Católica Internacional de Imprensa, os especialistas dos meios de comunicação e os jornalistas têm, provavelmente, o mais importante papel a desempenhar em relação às questões sociais e econômicas. "O jornalismo é a profissão em que o pensamento crítico e a análise minuciosa visando ao bem comum devem preceder cada palavra e cada ação".
Para a UCIP, o mundo atual tem novos desafios a serem enfrentados, como o "consumismo, a padronização, a destruição do meio ambiente, a globalização, a inadequada retribuição dos trabalhadores e a crescente dependência dos pobres" e ressaltou que o documento pode ajudar jornalistas e especialistas a explorar tais questões e priorizá-las na agenda mundial.
"Jornalistas e editores devem analisar o seu chamado supremo a servir a humanidade como um todo", conclui o documento.
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