Curitiba - Paraná (Quinta-Feira, 21/08/2014, Gaudium Press) Nos dias 13 e 14 de setembro, em Curitiba, no Estado do Paraná, acontece a já tradicional Festa da Luz, que recorda o dia da padroeira da cidade e da arquidiocese, Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. Nesta 6ª edição do evento, a arquidiocese de Curitiba e a prefeitura municipal da cidade planejam durante os dois dias de festa uma programação religiosa e cultural para toda a família, no Bosque São Cristóvão.
Mais de 20 mil pessoas são esperadas para esta edição do evento, que além de prestar uma homenagem à padroeira de Curitiba, tem como objetivo estimular a cultura da paz e promovendo ações culturais, de educação, meio ambiente e segurança pública. Segundo os coordenadores, o nome da festa decorre do fato da cidade de Curitiba ser dedicada a Nossa Senhora da Luz, também invocada sob o nome de Nossa Senhora da Candelária ou ainda Nossa Senhora da Purificação.
No primeiro dia das festividades, dia 13, a partir das 17h, haverá uma noite cultural, com a participação de grupos culturais e religiosos. No dia 14, às 10h, será realizada a Santa Missa, presidida por Dom Rafael Biernaski. Logo em seguida, será realizado um almoço de confraternização e um festival de prêmios.
A programação religiosa especial em honra a "Virgem da Luz" acontecerá de 5 a 8 de setembro, na Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Luz. Mais informações através do site www.festadaluz.org.br. O Bosque São Cristóvão fica localizado na Rua Margarida Ângela Zardo Miranda, no bairro Santa Felicidade, em Curitiba.
História de Nossa Senhora da Luz
A cidade de Curitiba se iniciou em torno de uma capela, onde a Mãe da Luz era venerada pelos seus inúmeros milagres. Conta a história que na segunda metade do século XVII foi encontrada uma pequena povoação no sítio dos Pinhais, onde em 1659 seria fundada a Vila de Nossa Senhora da Luz, onde os penetradores do sertão ergueram uma ermida à Senhora da Luz. Com o passar do tempo notaram que a imagem da Virgem tinha sempre os olhos voltados para os campos aos quais os índios chamavam de Curitiba (Pinhais).
Aquela região era dominada pelos caingangues. Tal foi a insistência da Virgem, que os sertanejos resolveram sondar a possibilidade da conquista do sítio. Armados como para uma guerra seguiram para a esplanada dominada pelos bárbaros caingangues, prontos para o combate. Em vez da luta, prevista como certa, o que ocorreu foi a acolhida generosa e cordial. Os arcos foram jogados no chão em sinal de paz e a cuia de mate, símbolo da hospitalidade, foi oferecida ao chefe índio, rodando depois pelos guerreiros brancos. (FB)
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