Cidade do Vaticano (Quarta-feira, 01-04-2009, Gaudium Press) A viagem à África, mais uma vez, esteve presente em um discurso de Bento XVI. O pontífice recordou hoje, a fiéis reunidos na Praça São Pedro para a audiência geral de quarta-feira, sua décima primeira visita apostólica e também falou de seu empenho pela beatificação de João Paulo II.
Bento XVI afirmou que com a sua viagem apostólica a Camarões e Angola quis abraçar e abençoar todos os povos africanos. Ele ressaltou a importância do Instrumentum Laboris do 2° Sínodo dos Bispos da África, documento entregue pela Igreja africana ao final da missa de Yaoundé, na Festa de São José, em Camarões. Nele, constam as diretrizes e recomendações doutrinais da Igreja.
"Em Camarões pude comprovar a alma religiosa deste grande Continente, e suas profundas raízes cristãs. Aos bispos recordei a urgência da evangelização, e lhe animei a serem exemplos, a promoverem a pastoral matrimonial e familiar e o exercício da caridade para com os mais pobres. Aos sacerdotes consagrados e fiéis leigos, os convidei a serem sempre fiéis à sua vocação".
Sobre sua estada em Angola, Bento XVI disse que quis "encorajar o processo de reconciliação e reconstrução nacional, ao qual a Igreja é chamada a ocupar um papel importante". "Também prestei homenagem ao serviço que as mulheres oferecem à fé, á vida, e à família. Os povos africanos apoiando-se na Palavra de Deus e no seu rico patrimônio religioso e cultural, poderão realmente construir um futuro de reconciliação e de paz."
Bento XVI recordou a hereditariedade espiritual do Papa João Paulo II no quarto aniversário de sua morte e disse estar orando por sua beatificação. À margem da audiência, o Papa teve um emocionante encontro com as três freiras sequestradas no Quênia e libertadas depois de quase três meses de cativeiro.
O Santo Padre encerrou a audiência saudando os grupos presentes na Praça São Pedro em diversas línguas, entre as quais o português.
"A minha saudação amiga para os fiéis da diocese de Portalegre, para o grupo da escola do Olhão e demais peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente de Angola e São Tomé e Príncipe, cujos compatriotas acabo de encontrar na minha Visita a África. No Sucessor de Pedro, viram personificada esta grande Família de Deus - a Igreja -, da qual todos os povos são chamados a fazer parte e à qual, por graça divina e adesão da fé, nós pertencemos. O anúncio desta verdade despertou neles a certeza de que nunca estão sozinhos; e recomeçaram a esperar e a sorrir. Amados peregrinos, peço-vos que rezeis pelos povos da África para enfrentarem com coragem os grandes desafios deste tempo. Presença consoladora junto à cruz de seus filhos é Maria Santíssima, a cuja materna protecção confio a vida e família deles e de cada um de vós, ao dar-vos a minha Bênção".
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