Porto Alegre (Quinta-Feira, 29/11/2012, Gaudium Press) Este ano, está sendo retomado a proposta da Vigília pela Vida Nascente, uma iniciativa que surgiu do próprio Papa Bento XVI, quando ele presidiu a celebração das vésperas do primeiro domingo do Advento de 2010, na Basílica de São Pedro, em Roma. A vigília tem como objetivo promover o compromisso e o testemunho eclesial por uma cultura de vida e de amor, no momento em que a secularização nos leva a uma cultura de morte e de desamor.
De acordo com o coordenador da Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Raimundo Veloso Leal, na prática, solicita-se que haja a intenção pela vida nascente nas celebrações Eucarísticas do próximo sábado. Porém, explica Leal, como o próprio termo vigília sugere pode-se e deve-se, além das intenções na santa missa, ser realizados a este propósito momentos de adoração ao Santíssimo Sacramento.
O coordenador Pastoral da Família afirmou ainda que a programação do dia deverá atender à criatividade de cada comunidade, e que a temática a ser refletida será a vida em todas as suas fases e principalmente a vida do nascituro - a vida nascente como é o título da proposta -, que deve vir ao mundo em paz, ser ansiosamente aguardado e antecipadamente amado como somos amados pelo nosso Deus.
Com relação à importância e necessidade de uma iniciativa como essa, Leal salienta que a vigília quer aproximar os corações e sobretudo a consciência humana da verdade de que a vida é um dom de Deus e ela deve ser preservada e cuidada, desde sua fecundação até a sua morte natural, afastando os procedimentos que desagradam a Deus e à própria natureza humana, tais como: o aborto, a eutanásia, a indiferença, entre outros.
"Sem sombras de dúvidas os benefícios que se objetiva alcançar com a vigília são a construção de uma sociedade melhor e a certeza de que construiremos também um mundo de amor e de paz, além de garantirmos aquilo que foi uma promessa de Jesus, que veio para que todos tenham vida e vida em abundância, afinal a vida é o objetivo da criação, nesse caso podemos, apenas para lembrar, dizer que a Família é vocação de Vida", ressaltou Leal.
Por fim, o coordenador disse que é preciso atentar para tudo aquilo que a Sagrada Escritura, a Tradição Oral e o Magistério da Igreja nos ensinam: "Jesus veio para anunciar a Boa Nova com a missão específica de evangelizar os povos para a descoberta do caminho, da verdade e da vida, que nesse caso somente se realiza através dEle. Jesus nasce no seio de uma família, como prova incontestável do amor de Deus por ela, que nesse caso torna-se a via da Igreja".
Então, acrescentou Leal, se a família é a via da Igreja, o homem e a mulher, em um amor humano, fiel, exclusivo, dual, procreativo e indissolúvel são, certamente, a via da Família. "Homem e Mulher, pela graça de Deus se fazem co-participantes da criação exatamente pela capacidade de gerar vidas como dom de Deus; essa vida deve ser acolhida e preservada, independente dos revezes que o mundo nos oferece. Que o amor prevaleça e que a fonte de vida que vem de Deus, seja preservada através de nós, humanos", concluiu.
Roteiro para preparar a vigília
No site da CNBB, na parte da Comissão Vida e Família, encontram-se a carta de motivação, enviada pelos presidentes da Congregação do Culto Divino e do Pontifício Conselho para a Família, bem como um roteiro para preparar uma vigília, além de sugestões de cantos. O subsídio "Hora da Vida" também traz uma sugestão de roteiro para uma vigília pela vida, e pode ser adquirido junto à Pastoral Familiar. (FB/JS)
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