Joinville - Santa Catarina (Sexta-Feira, 24/07/2015, Gaudium Press) Dom Irineu Roque Scherer, Bispo da Diocese de Joinville, em Santa Catarina, escreveu um artigo sobre os avós e a Pastoral dos Idosos. Ele recorda que os avós são pessoas ligadas a nós através de laços consanguíneos, por serem os pais de nossos pais, e, assim, cada pessoa tem quatro avós, sendo dois paternos e dois maternos, pessoas maduras, de longa experiência e sabedoria.
Para o Prelado, foi graças aos avós de Jesus, Joaquim e Ana, pais de Maria, que a Igreja criou o dia dos avós, na data de 26 de julho, uma merecida homenagem que não podemos esquecer. Ele destaca que o mundo está envelhecendo com muita velocidade, por isso é necessário o envolvimento de todas as esferas da sociedade para que os idosos tenham uma melhor qualidade de vida.
Ainda segundo o Bispo, no Brasil, o número de idosos irá dobrar dentro de 17 anos, passando de 10% da população para 20%. Dom Scherer acredita que o grande desafio é lidar com as desigualdades sociais existentes, pois a qualidade de vida na terceira idade está atrelada às condições e ao curso de vida de cada indivíduo, ao capital social e à sociedade em que ele vive.
"O cuidado individual é apenas um dos aspectos que podem contribuir com a melhor qualidade de vida na velhice. Os idosos deveriam ser cultivados no seio das famílias. E diante das impossibilidades, serem atendidos em ambientes de idosos, com o maior carinho possível. Porém, jamais serem abandonados pelos próprios familiares, o que infelizmente existe em profusão", ressalta.
Além disso, o Prelado destaca que é preciso ter atenção especial a quatro fatores: sedentarismo, má alimentação, tabagismo e ingestão de bebida alcoólica. No entanto, ele afirma que a questão é muito mais ampla do que o cuidado de si mesmo. Conforme o Bispo, é preciso desenvolver políticas sociais, o envolvimento da sociedade nesse cuidado e nessa discussão, do envolvimento de empresas, de organizações de saúde, para que haja um melhor cuidado com a questão do idoso.
Dom Scherer salienta que na Diocese são desenvolvidas diversas atividades pastorais de atendimento aos idosos. Ele cita o Lar Betânia, em Joinville, o Lar dos Idosos em São Francisco do Sul, a Pastoral da Pessoa Idosa e outras tantas atividades, nas 56 paróquias da diocese. No entanto, o Bispo enfatiza que pelo muito que se possa fazer, pela dedicação e serviços, parece que nunca fazemos o suficiente.
"Cabe a nós pedir perdão, quem sabe pela falta de colaboração e apoio às nossas instituições e às pessoas idosas individualmente. Por que não lhes fazer visitas, levar-lhes a Eucaristia, o lazer, alimentos, roupas, enfim, usar da criatividade para levar ânimo, alegria e paz? Jamais deveriam sentir o abandono e a solidão ou sofrer atos de violência e maus tratos. Em cada um deles está a presença de Jesus e Maria e tudo o que lhes fizermos é a Ele a ela que o fazemos", avalia.
Por fim, o Prelado reforça que nosso próximo é aquele que está geograficamente mais perto de nós, candidato de nosso amor. De acordo com ele, é mais fácil amar os que estão longe de nós ou online.
"Amemos o nosso próximo com um amor todo especial quando se trata de uma pessoa idosa, especialmente, quando fragilizada, doente e necessitada de cuidados especiais. É na educação dos filhos que se revelam as virtudes dos pais. Os filhos tornam-se para os pais, segundo a educação que recebem, uma recompensa ou um castigo. Viva nossas pessoas idosas, a eles nosso respeito, amor e dedicação", conclui. (FB)
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