Roma, 15 de Julho de 2004
Ilmo senhor João S. Clá Dias
Presidente Geral dos Arautos do Evangelho
São Paulo – Brasil
Muito estimado João Clá,
Salve Maria!
Depois de ter participado, a convite do caríssimo Dr. Pedro Paulo de Figueiredo, do III Encontro Nacional do Apostolado do Oratório em Portugal, no Santuário de Fátima, no último dia 10 do corrente, onde, tive a oportunidade de pronunciar uma conferência sobre a Virgem Maria e a Nova Evangelização, sinto um dever de gratidão escrever-lhe esta carta, para partilhar com o Sr. a minha profunda alegria, por ver ali reunida uma vastíssima representação de fiéis de todas as regiões da Nação, verdadeiros missionários nas próprias paróquias.
Em cada um dos milhares ali presentes, eu via representadas as 20 ou mais famílias que cada um deles coordena, através desta fonte de evangelização que é o Apostolado do Oratório, dinamicamente, ao mesmo tempo, tão simples e popular.
No meu íntimo rejubilava-me, pensando na promessa-profecia da Virgem: “Portugal conservará o dogma dá Fé”.
Embora de maneira rápida e superficial, o contato com os Arautos em formação na Academia de Sameiro, tão ativamente presentes no Encontro, como também com os jovens que retornavam do acampamento de verão, confirmou-me, uma vez mais, na convicção já manifestada, no ano passado, na visita à casa de formação de Toledo.
Ou seja, a respeito da modernidade e acerto do carisma dos Arautos, como também do forte apelo que pode exercer, sobre os jovens de hoje, a proposição clara e corajosa de um ideal radical de seguimento do Senhor, um Evangelho sine glosa, como queria Francisco, o Seráfico.
Tal ideal, baseado sobre um amor efetivo e afetivo ao Sucessor de Pedro, na Catolicidade da Igreja de Cristo, não pode deixar de produzir frutos excelentes de santidade e de apostolado.
Sobretudo porque, sobre cada um e sobre a inteira Associação paira o manto da Mãe de Deus, especialmente amada e servida pelos Arautos.
Aproveito para agradecer igualmente a atenção dada, no número de Julho da revista, a uma iniciativa da nossa Congregação, a teleconferência por meio de internet, que pretende estimular, e não somente entre o clero, um estudo sério da teologia, inspirado nos critérios de cientificidade e de plena ortodoxia, que não se excluem mas se postulam mutuamente, se quisermos fazer a autêntica teologia que Santo Afonso de Ligório queria fosse praticada de joelhos.
Recomendo-o e a todos os seus filhos e filhas, na minha Santa Missa diária e peço que aceite a expressão da minha sincera amizade, no Senhor e em Maria,
o amigo e irmão
Pe. Fernando Guimarães
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