Esta festa consiste na encenação de um episódio muito saliente na vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Transfiguração.
Para isso, sua imagem é conduzida em solene procissão da Basílica do Sagrado Coração até a Catedral, onde milhares de fiéis assistem à representação.
Orações, exclamações, prantos e outras expressões de fé se conjugam no instante exato em que Nosso Senhor se mostra transfigurado diante desse povo cheio de fé e amor, aglomerado piedosamente aos seus divinos pés para obter suas graças celestiais.
Essa imagem, que atualmente se encontra na Catedral Metropolitana de San Salvador, em El Salvador, foi doada pelo Imperador Carlos V, no século XVI.
É esculpida em madeira e tem um olhar no qual transparece uma visão contemplativa do Divino Redentor.
Serenata ao Padroeiro
Depois da Transfiguração do Senhor, muitos fiéis permanecem no local para oferecer-Lhe mais uma demonstração de afeto.
É a serenata ao Padroeiro, na qual expressam suas homenagens através de cânticos religiosos populares que se prolongam em animada vigília até a meia-noite.
A este povo tão alegre, não poderia faltar um elemento para dar maior realce à celebração religiosa: a queima de fogos de artifícios, sempre ansiosamente esperada por adultos e crianças.
Visitantes de honra
Neste ano, a festa contou com a presença ilustre da Imagem da Imaculada, Padroeira da Nicarágua, uma vez que onde se encontra o Filho não pode estar ausente a Mãe.
Outra visita insigne foi a do Cardeal Miguel Obando y Bravo, Arcebispo de Manágua, a quem tocou o encargo da Celebração Eucarística, concelebrada por Dom Fernando Sáenz, Arcebispo de San Salvador, vários outros Bispos e numerosos sacerdotes presentes.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
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