O ponto de partida dessa idade de ouro, que um poderoso e glorioso personagem deveria presidir, seria, segundo a opinião comum, a Judeia. Já dissemos com quanta ansiedade os judeus esperavam o Messias, precisamente nessa mesma época.
Toda a sua literatura era messiânica, como o demonstram os abundantes livros apócrifos que, sem cessar, avivavam o fogo e intensificavam a esperança.
Os filhos de Israel tinham invadido a maioria das províncias do Império Romano e entregavam-se em todas as partes a um ardente proselitismo, sem fazer mistério de sua religião nem de seu Messias.
Graças a eles, originaram-se e dilataram-se aquelas esperanças que mantinham em suspenso tantos espíritos.
As religiões pagãs se decompunham e caíam em ruínas. Os espíritos mais elevados filiavam-se em grande número ao judaísmo por laços ora mais ora menos estreitos.
O pressentimento do que falamos está formalmente atestado por vários dos grandes escritores de Roma, particularmente por Virgílio,1 Tácito2 e Suetônio.3
E também pelo historiador judeu Flávio Josefo.4 Até as antigas tabelas astronômicas de Babilônia manifestavam vivo interesse pela Palestina.
Nelas se podem ler com bastante frequência predições expressas nestes termos: “Quando tal ou qual coisa acontecer, levantar-se-á no Ocidente um grande rei, e com ele começará uma verdadeira idade de ouro”.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
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