“Voltaria a ser sacerdote mil vezes que fossem. Com uma só diferença: queria ser em tudo melhor do que fui”, diz Mons. Sadoc, mostrando não se arrepender da vocação que abraçou na juventude.

E ele muito pôde servir a Igreja, pois cinco Cardeais-Arcebispos de Salvador contaram com sua colaboração: Dom Augusto Álvaro da Silva, Dom Eugênio de Araújo Salles, Dom Avelar Brandão Vilela, Dom Lucas Moreira Neves e, atualmente, Dom Geraldo Majella Agnelo.

Mons. Sadoc destacou-se como pároco, professor do Seminário Maior de Salvador e da Faculdade de Filosofia da Universidade Católica, Vigário Geral para o Clero e Vigário Geral da Arquidiocese.

“Quanto mais dou, mais recebo” 

Numerosas homenagens lhe foram prestadas pelo nonagésimo aniversário, desde as manifestações carinhosas do povo de sua cidade natal, Santo Amaro da Purificação, passando por sessões da Câmara Municipal de Salvador e da Assembléia Legislativa da Bahia, até discursos no Senado Federal, onde quatro parlamentares discursaram enaltecendo-o.

Foi também lançado o livro Padre Sadoc, Pároco, Orador, Amigo, em 24 de março, no Palácio da Aclamação, do Governo Estadual. A publicação tornou-se realidade através da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), dirigida pelo Reitor, Prof. Lourisvaldo Valentim.

O organizador da obra, Pe. Sebastião Heber, professor da Uneb, reuniu depoimentos de personalidades baianas sobre o religioso.

O volume traz uma coletânea de discursos e sermões do homenageado, bem como um extenso depoimento dele próprio, rememorando fatos e pessoas que marcaram sua vida.

“Aqui é uma casa de padre ou uma casa de pai?” – perguntou certa vez um paroquiano ao ver a movimentação na Casa Paroquial, onde Mons. Sadoc atendia com solicitude quem fosse lhe pedir um conselho, um auxílio, ou desabafar alguma mágoa.

Alguém, certa vez, além de segura orientação, recebeu uma ajuda financeira, e exclamou:

— Mas, padre, isto é demais! Não sei como lhe pagar.

— Não se preocupe. A vida me ensinou que quanto mais dou, mais recebo. É a Providência Divina – respondeu o pároco.

Mons. Sadoc só estava seguindo os princípios que traçou para sua vida desde o tempo de seminário: “Fortuna perdida, nada perdido. Honra perdida, metade perdido. Coragem perdida, tudo perdido”. 

Daí o grande número de manifestações de admiração, amizade e gratidão transcritas no livro. Como a de Dom Washington Cruz CP, Arcebispo de Goiânia:

Caro irmão, seu testemunho sacerdotal, seu amor ao clero e sua solicitude pastoral, que abriram tantas portas ao Redentor, são merecedores do meu respeito, da minha estima e da minha gratidão.

E o Arcebispo se proclama ainda filho espiritual e admirador do humilde sacerdote.

Qual a fonte onde Mons. Sadoc hauriu forças para trilhar seu brilhante caminho? A devoção a Nossa Senhora e ao Santíssimo Sacramento: “A Eucaristia é a resultante dos amores cegos de um Deus que nos ama infinitamente, sem que O possamos infinitamente amar” – afirma ele.