A partir do século IX, os Arcebispos nomeados nas Sedes metropolitanas recebem do Papa uma particular insígnia litúrgica, precisamente o “Pálio”, como confirmação da comunhão com o Bispo de Roma.

Esta insígnia – que o Sumo Pontífice veste em todas as celebrações solenes e os Metropolitas em circunstâncias particulares – consiste numa estreita estola de lã branca que se coloca nos ombros. Todos os anos é confeccionado um número de Pálios igual ao número dos novos Metropolitas.

Abençoados pelo Papa nas Primeiras Vésperas da solenidade dos Santos Pedro e Paulo, são guardados num apropriado cofre colocado na “Confissão” da Basílica Vaticana, junto do túmulo do Apóstolo, para serem impostos no dia seguinte aos Arcebispos. 

O sinal do Pálio conserva também hoje uma singular eloquência.

Expressa o princípio fundamental de comunhão, que dá forma à vida eclesial em todos os seus aspectos; recorda que esta comunhão é orgânica e hierárquica; manifesta que a Igreja, para ser una, tem necessidade do serviço peculiar da Igreja de Roma e do seu Bispo, Cabeça do Colégio episcopal.1

O outro aspecto complementar, que o rito do Pálio põe em relevo, é o da catolicidade da Igreja. De fato, ela foi enviada por Cristo para anunciar o Evangelho a todas as nações e para servir toda a humanidade. 

Caríssimos Irmãos e Irmãs! Muitos de vós quisestes estar ao lado destes Prelados numa ocasião tão significativa. São os vossos Pastores! Convido-vos a permanecer unidos a eles e a rezar pela missão pastoral que são chamados a realizar.

 


1 Cf. Exortação apostólica pós-sinodal Pastores gregis, 56.