É interessante notar que Platão – em quem a Escolástica sorveu muitos ensinamentos, purificando-os do que havia de panteísmo –, ao desenvolver seu pensamento sobre a dialética do amor, diz que esta chega à sua plenitude ao contemplar
essa beleza isenta de acréscimo e de diminuição, beleza que não é bela numa parte e feia noutra, bela só em tal tempo e não em tal outro, bela em certo sentido e feia em tal outro, bela num lugar e feia noutro, bela para uns e feia para outros…
Beleza que não reside num ser diferente de si mesma, num animal, por exemplo, ou na terra ou no céu ou em qualquer outra coisa, mas que existe eterna e absolutamente por si mesma e em si mesma.
Beleza da qual participam todas as demais belezas, sem que o nascimento ou a destruição delas lhe ocasione a menor diminuição ou o menor acréscimo, nem a modifique em coisa alguma.1
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 296, Agosto 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 295, Julho 2026
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