A sede que o homem tem de Deus poucas vezes se patenteou tão universalmente como por ocasião dos funerais de João Paulo II, surpreendendo até os mais céticos.

Outrora as multidões acorriam de todos os confins da Palestina para ver e ouvir o Divino Mestre cuja presença, majestosa e dulcíssima, arrebatava e enchia de admiração os que d’Ele se aproximavam.

Também hoje, em pleno século XXI, milhões de fiéis abandonaram seus afazeres para prestar derradeira homenagem àquele que fora, ao longo dos últimos 26 anos, o Doce Cristo na terra.

O mundo parou, desolado, sentindo-se um pouco órfão. E todas as atenções se voltaram para Roma. Pôde, assim, o homem contemporâneo assistir a uma das maiores manifestações de Fé na divindade da Igreja Católica.

Um belíssimo cerimonial revestiu com as mais grandiosas galas as exéquias do pai que nos deixou, e encheu a alma daqueles milhões de assistentes, sedentos da Beleza, da Verdade e da Bondade infinitas.

Cada ato, rico de simbolismos, foi acompanhado com admiração e respeito. 

Depois de dois mil anos de existência, a Igreja Católica se manifestava em seu insuperável cerimonial, com todo o seu esplendor e vitalidade.

Somente uma instituição divina poderia elaborar tão belos ritos, reportando-nos a uma ordem de valores e a verdades eternas incomensuravelmente superiores à vida terrena.