Muitas primícias, na natureza, exercem uma atração toda especial.

Se um alvorecer resplandecente ou o desabrochar colorido de uma flor nos encanta, o que dizer de uma criança que dá seus primeiros passos na vida?

Assim, desde sempre a infância é cercada de desvelo e carinho sem igual.

Incapaz de prover à sua própria subsistência, a criança sente essa carência e vive à procura de pessoas em que ela se possa apoiar.

Daí deriva sua tendência em confiar nos outros sem restrições, com toda inocência, imaginando um mundo ideal, isento de maldade.

Por isso, é particularmente doloroso verificar situações de grande desamparo nas quais encontram-se incontáveis crianças hoje em dia.

Há pouco, um dedicado pároco do interior paulista contou, comovido, o caso uma menina de 8 anos que viera para a aula de catecismo à tarde, sem ter recebido no dia qualquer alimentação.

Vivia com a avó, a qual nada tivera para lhe dar de comer. Sua mãe a abandonara para se dedicar a atividades que o decoro impede de relatar.

De seu pai, nunca ouvira falar. E, por cúmulo, fora diagnosticado um câncer no seu braço! Difícil imaginar situação mais dramática.

E quantas e quantas crianças se encontram em condições análogas?

Com o intuito de minorar o sofrimento dessa infância desamparada, regularmente os Arautos visitam orfanatos, creches e hospitais que abrigam filhos de famílias carentes.

Distribuindo alimentos, brinquedos, objetos religiosos e, sobretudo, levando o calor do afeto, atendem em algo à expectativa daquela constelação de olhinhos brilhantes que acolhem a todos com um sorriso angelical e cheio de esperança.

Auxiliando a infância desamparada