“A gratidão é a mais frágil das virtudes”, ensinanos a dura experiência da vida. Essa verdade sempre vem à mente dos jovens Arautos, moças ou rapazes, quando adentram algum asilo de idosos.
Uns lá se encontram por terem perdido ao longo dos anos todos os seus parentes. Outros, porém – não poucos! – por serem vítimas da negligência e esquecimento dos que foram outrora objeto de seu desvelo e dedicação.
Agora, na fase da vida em que mais necessitam de apoio e conforto, veem-se abandonados. Recordando o passado, ali vivem um penoso presente, sem nenhum futuro, na aparência.
Nessa difícil situação, levar-lhes uma palavra de alento constitui um grande ato de caridade.
Sobretudo quando essa palavra visa reavivar-lhes a fé e incutir-lhes a esperança da vida eterna no Céu, onde cada qual receberá a recompensa infinita por tudo quanto tenha sofrido nesta terra por amor a Deus.
Proporciona-lhes não pequeno alívio a explicação de que essa última fase da vida tem um objetivo: cada dor física ou espiritual aceita com resignação acrisola a alma, depurando-a das imperfeições, e acrescenta méritos para o Céu.
Cada visita a um asilo reveste-se, assim, de uma nota particular de emoção, em que muitas vezes o Arauto é acolhido em lágrimas pelo idoso ou idosa que se sente, afinal, lembrado por mais alguém!