Beato Rafael nasceu em 1911, na cidade de Burgos, Espanha. Recebeu dos pais, profundamente cristãos, uma sólida educação religiosa.
No término de seu curso colegial, em 1929, foi passar uma temporada na fazenda de seus tios, os duques de Maqueda. Desde então, a forte amizade dos tios reforçou no sobrinho os princípios religiosos adquiridos no lar paterno.
Dom Leopoldo Barón, duque de Maqueda, levou Rafael a visitar o mosteiro cisterciense de San Isidoro de Dueñas, em setembro de 1930.
Numa segunda visita, em 1931, ele consignou seus sentimentos numa obra intitulada “Impressões sobre a Trapa”. Estava já plantada em sua alma a primeira semente da vocação trapista.
Dois anos após, Rafael decidiu abandonar a Escola de Arquitetura e solicitar seu ingresso no Mosteiro de San Isidoro de Dueñas.
Para consegui-lo, escreveu ao Padre Abade, em novembro de 1933, uma carta na qual conclui: “Portanto, meu Reverendo Padre, se me recebeis na comunidade com vossos filhos, podeis estar seguro de que recebeis apenas um coração muito alegre e com muito amor a Deus”.
A resposta, afirmativa, não se fez esperar.
Rafael entrou em 15 de janeiro de 1934, com 22 anos de idade, em plena juventude. Na Trapa, tratou de adaptar-se à regra em todos os seus pormenores.
Uma grave enfermidade, porém, obrigou-o a afastar-se temporariamente, por três vezes, da vida feliz e austera do mosteiro. Esta dolorosa provação exigiu dele uma forte consolidação no seu caminho de sacrifício e amor de Deus.
Não podendo seguir a regra em todo o seu rigor, foi recebido como oblato quando pôde retornar à vida de convento. Em algum sentido, pode-se dizer que seu programa de vida se resumia nestas duas palavras: “Deus só!”.
Pouco tempo depois, em 26 de abril de 1938, morreu santamente em sua querida Trapa. Foi beatificado em 27 de setembro de 1992.