Poderíamos definir João Paulo II como um Papa totalmente consagrado a Jesus por meio de Maria, como se nota com clareza em seu escudo: Totus tuus.
Ele foi eleito na metade do mês do Rosário, e o terço que tinha amiúde nas mãos converteu-se em um dos símbolos de seu pontificado sobre o qual a Virgem Imaculada velou com solicitude maternal.
O Rosário, de fato, não se contrapõe à meditação da palavra de Deus nem da oração litúrgica. Mais ainda, ele é um complemento natural e ideal, especialmente como preparação para a Celebração Eucarística e como ação de graças.
O Cristo que encontramos no Evangelho e no Sacramento, nós O contemplamos com Maria nos diversos momentos de sua vida, graças aos mistérios gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos do Rosário.
Assim, aprendemos na escola da Mãe a nos configurarmos com seu Filho Divino e a anunciá-Lo em nossa vida.
Se a Eucaristia é para o cristão o centro do dia, o Rosário contribui de modo privilegiado para dilatar a comunhão com Cristo, e ensina a viver com o olhar do coração fixo n’Ele, a fim de irradiar seu amor misericordioso sobre tudo e sobre todos.