Na Antiguidade, o vencedor de uma competição desportiva recebia uma coroa de louro – laurus nobilis –, planta que, por seu contínuo verdor, era assimilada à glória que não murcha.
Posteriormente, ela tornou-se o prêmio de generais vitoriosos. À glória militar se associou a intelectual, de maneira que os vencedores de concursos de poesia também recebiam a ansiada coroa vegetal como sinal de vitória. Daí a expressão poeta laureado.
Com a queda do Império Romano, os ramos do loureiro perderam seu carácter de prêmio militar, mas foi conservado esse significado no campo acadêmico.
A universidade, instituição de origem eclesiástica, a adotou de maneira que o graduando recebia uma coroa de louro – laurus – com folhas e bagas – baccæ –, passando a ser denominado bacca laureatus – bacharel.
Essa coroa de ramos novos, ainda com frutos, representava a glória de haver completado um primeiro grau de formação que o tornava apto para mais altos estudos.
O professor que a impunha, entretanto, portava uma coroa de louro sem bagas, símbolo da glória escolástica já desenvolvida – laureatus.
A distinção entre bacharel, mestre (licenciado) e doutor se encontra na Bula Parens scientiarium, do Papa Gregório IX (1231).