Por uma especialíssima predileção, Nossa Senhora participa da realeza divina de modo “sui generis”.
Deus como que Se entregou inteiramente a Ela e confiou-Lhe o cetro de seu poder, para que governe a criação, a História e – oh, mistério insondável! – a Ele mesmo.
A este título, pode-se afirmar que, por um sublime arcano, Maria é Rainha até da vontade divina, gozando de uma audiência onipotente ante o trono do Altíssimo.
Tudo está sob seus pés, e a Trindade Se compraz em ser regida por sua Filha, Mãe e Esposa. O Criador Se submeteu de tal maneira à Virgem que, por assim dizer, sem Ela nada pode fazer.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
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