Filho caríssimo, eu te exorto, em primeiro lugar, a que ames o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com todas as tuas forças; sem isto não há salvação.
Filho, deves evitar tudo o que sabes ser ofensa a Deus, isto é, todo o pecado mortal, de tal modo que prefiras sofrer todos os tormentos do martírio a cometer um só pecado mortal. […]
Sê misericordioso para com os pobres, os infelizes e os aflitos e, segundo as tuas posses, ajuda-os e reconforta-os. Dá graças a Deus por todos os seus benefícios, a fim de seres digno de receber outros maiores.
Sê justo para com os teus súditos, sem nunca te desviares da linha reta da justiça, nem para a direita nem para a esquerda; coloca-te sempre mais do lado do pobre que do rico, até averiguares com certeza de que lado está a verdade.
Sê diligente em procurar que todos os teus súditos vivam em paz e justiça, sobretudo tratando-se de pessoas eclesiásticas e religiosas.
Sê dedicado e obediente para com a nossa mãe, a Igreja Romana, e para com o Sumo Pontífice, nosso pai espiritual. Esforça-te por erradicar do teu território toda a espécie de pecado, principalmente as blasfêmias e as heresias.
Filho caríssimo, para terminar, eu te dou toda a bênção que um pai piedoso pode dar a seu filho. A Santíssima Trindade e todos os Santos te guardem de todo o mal.
O Senhor te conceda a graça de cumprires sempre a sua vontade, servindo-O e honrando-O de tal modo que depois desta vida todos nós possamos vê-Lo, amá-Lo e louvá-Lo sem fim.
Amém.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 296, Agosto 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 295, Julho 2026
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