Quando Pe. Pio cantou sua primeira Missa solene, seu antigo professor, o Pe. Agostinho, fazendo a homilia, dirigiu ao neosacerdote estas palavras que se revelaram proféticas: “Não tens muita saúde, não podes ser um pregador. Desejo-te, pois, que sejas um grande confessor”.

Décadas mais tarde, alguém lhe perguntou qual missão havia ele recebido de Nosso Senhor Jesus Cristo, e o santo capuchinho respondeu com simplicidade: “Eu? Eu sou confessor”. 

Os prodigiosos dons místicos que recebera da Providência não eram senão um anzol por meio do qual ele arrastava as almas a se purificarem de seus pecados no Sacramento da Reconciliação. Passava até 15 horas por dia no confessionário.

A seus pés vinham ajoelhar-se pessoas de todas as idades e condições sociais, inclusive Bispos e sacerdotes, em busca de absolvição, conselho e paz de alma.

As filas de confissão eram enormes, a ponto de tornar necessária a distribuição de senhas numeradas para ordenar o atendimento.

Ele lia no interior das almas como em um livro aberto. Certo dia, um comerciante pediu-lhe a cura de uma filha muito enferma e recebeu esta resposta:

— Tu estás muito mais doente que tua filha. Vejo-te morto. Como podes sentir-te bem com tantos pecados na consciência? Estou vendo pelo menos trinta e dois… 

Surpreso, o homem correspondeu prontamente à graça recebida: ajoelhou-se para se confessar. Quando terminou, disse para quantos quisessem ouvi-lo: “Ele sabia tudo e me disse tudo!” 

Em outra oportunidade, um advogado de Gênova, ateu militante, decidiu ir a San Giovanni Rotondo para “desmascarar aquela fraude de frades”.  

Mal entrou na sacristia junto com os peregrinos, o Pe. Pio, que nunca o havia visto antes, interpelou-o, denunciando suas más intenções. Em seguida, sem mais palavras, apontou-lhe o confessionário.

Ante a estupefação geral, o advogado ajoelhou-se, abriu seu coração e, com a ajuda do Santo, examinou toda a sua vida passada, de pecados e de luta contra a Santa Igreja. Ao levantar-se, era outro homem.

Permaneceu três dias no convento, degustando a inocência readquirida, antes de regressar à sua cidade natal.

A notícia dessa conversão foi objeto de manchetes nos órgãos de imprensa. Pouco depois ele retornou a San Giovanni para receber do Pe. Pio o escapulário da Ordem Terceira Franciscana.

No Céu, os Santos continuam a fazer o mesmo bem pelo qual se destacaram nesta terra.

São Pio de Pietrelcina, portanto, está especialmente à disposição daqueles que precisam de ajuda para examinar sua consciência e fazer uma boa Confissão. Ou seja, de todos nós, sem exceção alguma. 

Então, por que não lhe pedir com insistência, essa valiosa ajuda?