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Plinio Corrêa de Oliveira


Grandeza régia de Nosso Senhor Jesus Cristo
 
PUBLICADO POR ARAUTOS - 20/11/2019
 
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Até o fim dos séculos, Nosso Senhor será odiado com o maior ódio da História. E a sua vitória contra esse ódio, personificado no Anticristo, manifestará mais uma vez a sua incomparável
grandeza: Ele o liquidará com um sopro de sua boca…

Todas as coisas acontecem dentro da providência geral com que Deus rege o universo ou, em certos casos, segundo uma providência especial. Mas o que diz respeito a Nosso Senhor Jesus Cristo é regulado por uma providência especialíssima, em função da qual merece toda atenção e análise o fato de Ele ser membro da casa real de Davi.

“Jesus Nazareno, Rei dos judeus”

Para demostrar o alcance dessa circunstância, se necessário fosse, bastaria alegar o seguinte motivo: a Providência quis que no letreiro que encimava a Santa Cruz estivesse escrito “Jesus Nazareno, Rei dos judeus”, e isso molestou os sumos sacerdotes ao ponto de eles pedirem a Pilatos que retirasse essa inscrição.

Ele, entretanto, respondeu: “O que eu escrevi, escrevi” (Jo 19, 22). Era o senso dominador dos romanos sendo inteiramente aplicado ao caso concreto: “Está escrito. Não o tiro mais. E se vocês não gostarem, engulam com farinha”.

Sempre interpretei essa resposta de Pilatos – tão bonacheirão, tão moleirão, tão indecente no que diz respeito ao seu dever de proclamar a inocência de Nosso Senhor – como um sinal do seu agastamento. Tinham-no obrigado, sob ameaça de denunciá-lo como inimigo de César, a lavrar uma sentença injusta e, quando vieram pedir-lhe para retirar esse letreiro, respondeu-lhes irritado: “Não, o que eu fiz, fiz, está acabado! Pelo menos agora me deixem ser homem”.

Seja como for, o INRI ficou para sempre eternizado na Cruz imortal, proclamando: Nosso Senhor Jesus Cristo é o Rei dos judeus.

A Transfiguração no Tabor

Em Cristo deveria refulgir uma majestade temporal dotada de todas as formas de grandeza próprias aos reis da terra. Contudo, como ver no Salvador essas qualidades, se Ele não andou pela terra como Rei?

Mesmo no Domingo de Ramos, ao ser objeto de tão grande homenagem do povo de Jerusalém, foi aclamado como Filho de Davi. Contudo, não O proclamaram Rei de Israel, nem houve nenhuma tentativa para tirar Herodes do cargo. Nosso Senhor era visto como um Homem santo e eminente, que possuía, entre outras glórias, a de descender de Davi, sem que isso levasse a querer restaurar nele a monarquia.

Como ver, então, em Nosso Senhor a majestade e os atributos de um Rei? Em algum momento devem ter transparecido, pois Ele veio para Se manifestar por inteiro a todos os homens.