Em Jacinta, o desejo de converter e salvar os pecadores só não era maior do que seu imenso amor a Nossa Senhora e a seu Divino Filho. Amor este que ela manifestava com a candura própria de uma alma inocente e cheia de fé.
Assim, costumava repetir à prima Lúcia:
— Aquela Senhora disse que o seu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá a Deus. Não gostas tanto?! Eu gosto tanto do seu Coração! É tão bom!
Vez por outra, nas horas tranquilas do pastoreio, tendo ao colo uma ovelhinha que afagava carinhosamente, voltava seus olhos para o céu e exclamava:
— Gosto tanto de Nosso Senhor e de Nossa Senhora, que nunca me canso de Lhes dizer que Os amo!
Talvez por isso, tendo-lhe sido ensinadas algumas jaculatórias (orações curtas), escolheu duas mais do seu agrado, que não parava de recitar: “Ó meu Jesus, eu Vos amo”, e “Doce Coração de Maria, sede a minha salvação”.
Esta última dava-lhe muito contentamento, e por isso dizia com toda a simplicidade:
— Gosto tanto do Coração Imaculado de Maria! É o Coração da nossa Mãezinha do Céu!
E mais de uma vez, enquanto apanhavam flores no campo, Lúcia a ouviu cantar com uma melodia improvisada no momento:
— Doce Coração de Maria, sede a minha salvação! Imaculado Coração de Maria, convertei os pecadores, livrai as almas do inferno!
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
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