Após sua gloriosa Assunção, a Bem-Aventurada Virgem Maria foi coroada pela Santíssima Trindade como Rainha dos homens, dos Anjos, dos Santos e de todo o Universo.

Tal realeza, comenta o Pe. Roschini, é o resultado necessário da mesma missão a que foi predestinada por Deus, e que constituiu a razão de sua existência: a missão de Mãe do Criador e das criaturas, e de Medianeira entre Aquele e estas últimas.

Maria Santíssima foi eleita por Deus desde toda a eternidade

Ela nasceu Rainha, porque para tal foi predestinada ab aeterno, uma vez que foi eleita por Deus, desde toda a eternidade, para a singularíssima e transcendental missão de ser Mãe e Medianeira universal: os dois títulos fundamentais de sua realeza.

Os Padres do Oriente e do Ocidente com frequência chamaram Maria de Domina, Regina, Regina nostrae salutis.

Por exemplo, no Oriente: Santo Efrém, São Germano de Constantinopla, Santo André de Creta, São João Damasceno.

No Ocidente, entre outros, São Pedro Crisólogo, o venerável Beda, Santo Anselmo, São Pedro Damião, São Bernardo, Santo Idelfonso, Ricardo de São Lourenço.

Seus títulos de Soberana aparecem amiúde nos escritos dos teólogos: em Santo Alberto Magno, São Boaventura, São Tomás, Gerson, São Bernardino de Siena, Dionísio o Cartuxo, São Pedro Canísio, Suárez, São Roberto Belarmino, São Luís Maria Grignion de Montfort. Os Soberanos Pontífices sempre empregaram as mesmas expressões.

A Liturgia romana e as iturgias orientais igualmente proclamam Nossa Senhora Rainha dos Céus, Rainha dos Anjos, Rainha do mundo, Rainha de todos os Santos.

Entre os mistérios do Rosário, comumente recitados na Igreja desde o séc. XIII, o último de todos, é o da Coroação de Maria no Céu, que foi representado por um dos mais belos afrescos do Beato Fra Angélico de Fiesole.

E para indicar a soberania que Ela tem sobre os homens, a Igreja no-La faz proclamar Nostra Domina, que significa precisamente nossa Soberana, nossa Rainha.