Esta oração, que na época medieval era conhecida como “Saudação angélica”, é o resultado de um longo processo e é composta de duas partes: uma de louvor e outra de súplica.

A sua primeira parte foi tirada do Evangelho de São Lucas; consiste na saudação do Anjo Gabriel a Maria Santíssima: “Alegra-te, ó cheia de graça, o Senhor está contigo … E depois na saudação de Santa Isabel: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre”.
Inicialmente esta união entre as duas saudações era encontrada somente na Liturgia. Somente mais tarde tornou-se uma Oração popular...
O seu uso, a sua fórmula, como a conhecemos, começou nos mosteiros, em torno do ano 1000 e foi aos poucos se difundindo, se tornando universal, conhecida em toda a Europa, no século XIII. O texto porém compreendia somente a primeira parte, sem o nome de Jesus.
Foi somente no Século XV que se acrescentou a segunda parte da Ave-Maria, isto é: “Santa Maria Mãe de Deus rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém”.
Foi nessa época que se acrescentou o nome de Jesus ao final da primeira parte. Essa segunda parte é de origem popular eclesial, que também foi surgindo aos poucos.
Vale a pena lembrar o sermão de São Bernardino, por volta do ano de 1444, no século XV, ao comentar a Ave-Maria, disse no final desta, se poderia acrescentar: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores …” A súplica, como nós a conhecemos, Santa Maria... porque Maria, é a primeira entre todos os Santos e é venerada acima dos Anjos e Santos, somente ela foi concebida “cheia de Graça”...
E a fórmula atual da Ave-Maria, tal qual a conhecemos hoje, quem a definiu, quem a inseriu na lista de orações para os fiéis? Foi o Papa São Pio V que, em 1568, mandou introduzir a Ave-Maria no breviário Romano e chegou até os dias de hoje.
Agora que você conhece a história da Ave Maria, faça seus pedidos a Nossa Senhora pedindo muitas graças através da Ave-Maria!
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