Ao ser criado imagem e semelhança de Deus (cf. Gn 1, 26), afirmamos não apenas a existência humana, mas a possibilidade do relacionamento entre criatura e Criador, pois, antropologicamente, o homem é um ser espiritual, e possui um núcleo mediante o qual ele pode comunicar-se com Deus e ser-lhe habitação, sua alma.
Em decorrência, o estudo da Teologia – da “doutrina sagrada”, nos dizeres do Aquinate – demanda a importante abordagem especulativa, voltada para a contemplação da Verdade primeira que é Deus, a fim de que o ser humano possa tentar aproximar-se o mais possível do saber absoluto, vendo as coisas como Deus as vê.
É o que pretende São Tomás, ao assumir o logos aristotélico, levando-o à compreensão da fé e, paralelamente, ao estado de ciência, consoante ao “fides quarens intellectum”, de Santo Anselmo.
Como desprendimento dessa Teologia proposta pelo Aquinate, o homem encontra-se diante do convite de assemelhar-se ao Criador, através de uma participação na própria luz na qual Deus se conhece eternamente, a santidade.
Por conseguinte, esse estado de busca à perfeição – a santidade – postula uma série de conclusões práticas, que fazem da própria inteligência humana, quando ordenada a Deus, o fundamento antropológico do homem no seu relacionamento com o Criador.
Palavras-chave: Antropologia, Teologia, santidade.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
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